Salário atrasado gera protesto de operários da construção
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Cerca de trinta operários contratados pela empreiteira RC Oliveira, que presta serviços para a MRV Engenharia em Londrina, realizaram um protesto ontem pela manhã, na zona oeste da cidade. Os trabalhadores oriundos dos estados de Pernambuco e Maranhão cruzaram os braços no canteiro de obras do 'Spazio La Ville' para cobrar os salários atrasados dos últimos dois meses. Foi a segunda paralisação feita em menos de uma semana pelos trabalhadores.
De acordo com o pedreiro Josivaldo Alves da Costa, pernambucano que está em Londrina há sete meses, não é a primeira vez que eles deixam de receber. ''Meses atrás estavam me devendo quase R$ 5 mil e depois foram acertando. Agora, a situação se repete. O problema é que eles combinam uma coisa e depois fazem outra'', ressaltou Costa.
Pelos cálculos do operário, mais de cem pessoas estão trabalhando nesta obra, que está atrasada cinco meses. Ele disse que são cinco blocos de quatro andares e que já estão na fase de acabamento. ''Cada vez que paramos, a obra atrasa ainda mais. A empreiteira alega que não recebe da construtora e por isso não nos paga. Mas ficou certo que não trabalhamos mais para a MRV'', comentou ele.
Denilson Pestana da Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Londrina (Sintracom), disse que o sindicato começou a tratar deste caso, mas que na sequência os operários deram respaldo para que a RC Oliveira cuidasse do problema, através de um outro advogado. ''Depois que isso aconteceu, ficamos impedidos de acompanhá-los do ponto de vista jurídico. Os mais de 400 trabalhadores que procuram o sindicato desde dezembro com problemas com a MRV conseguiram receber normalmente'', relatou. O representante do Sintracom calculou que o valor da dívida gira em torno de R$ 153 mil e que ele chegou a entrar em contato com a direção da construtora mas, com esse imbróglio, a negociação parou.
Através de uma nota, a MRV explicou que assim que foi informada que a empresa prestadora de serviços RC Oliveira não havia efetuado o pagamento dos trabalhadores, seu departamento jurídico entrou em contado com a empreiteira para que fosse pago os atrasados. A construtora alegou que o valor foi pago normalmente e que a empreiteira não repassou o dinheiro. A MRV se dispõe a pagar o valor em atraso, hotel, alimentação e passagem de volta aos trabalhadores. A reportagem da FOLHA não conseguiu contato com nenhum representante da empreiteira.


