Salão reúne 370 empresas até domingo em São Paulo
O Salão de Metrologia e Qualidade, que se realiza até domingo no Expo Center Norte em São Paulo, reúne 370 expositores, entre empresas privadas e estatais. Em 15 mil m2, os estandes mostram produtos e detalhes do processo industrial, que valeram a muitas empresas a certificação ISO 9000. Um dos destaques do Salão é uma oca (habitação indígena), de 1.100 m2, que mostra 50 empresas da Zona Franca de Manaus. Estão expondo seus produtos a Bic, Brastemp, Suzuki, Honda, Kodak, Fuji, Gradiente, Monark e outros grandes nomes.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) está adotando uma política de transformar o Amazonas numa região altamente atrativa para investimentos industriais. O presidente da Suframa, Mauro Costa, que participou da abertura do Salão de Metrologia, afirma que até dezembro estará concluído o levantamento das potencialidades regionais do Estado, a análise da infra-estrutura e quais os projetos viáveis, com a utilização de matéria-prima regional.
A partir de janeiro, será montado um banco de projetos viáveis economicamente para atrair investimentos que gerem empregos e rendas. Costa citou ainda o projeto do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, elaborado em conjunto com os Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, integrado com o Instituto Butantã, que prevê a exploração da biodiversidade da Amazônia. Vamos combater a biopirataria, saindo na frente com projetos de exploração benéfica para a região.
Segundo Mauro Costa, a Zona Franca tem hoje 500 indústrias que geram 380 mil empregos diretos e indiretos. Dessas 500, 100 obtiveram a ISO 9000 e 200 estão em processo de certificação. O único local no País em que a certificação é obrigatória é a Zona Franca. Sem a certificação, as indústrias não gozam dos incentivos fiscais, diz. Essa obrigatoriedade só vale para as que têm faturamento bruto acima de R$ 2 milhões por ano. Portanto - explica Costa - as que não têm certificado é porque faturam abaixo dos R$ 2 milhões.
Em 1996, o setor industrial da ZF importou R$ 3,1 bilhões e gerou um faturamento de R$ 13,2 bilhões. Para cada dólar importado, as indústrias agregam outros US$ 3,5, afirma Mauro Costa. Segundo ele, a Suframa faz uma fiscalização intensiva para não permitir a maquiagem de produtos, que não geram valor agregado. (C.P.)





