O governador Roberto Requião afirmou ontem que uma das saídas para a Sanepar conseguir recursos suficientes para investimentos e ter lucro seria o aumento de capital da companhia. No entanto, os sócios privados conseguiram judicialmente impedir a continuidade do processo de aumento de capital e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ainda não conseguiu reverter o processo.
O aumento de capital seria de R$ 1,5 bilhão (parte de investimentos a fundo perdido feitos pelo governo do Estado e parte da retenção de reserva de lucros da estatal). Com a tarifa sem reajuste, o presidente Stênio Jacob já pensa em reduzir custos. ''É uma questão de enfoque do governo em relação à política que a empresa deve seguir. Eu comungo que as políticas tarifárias devam ser mantidas no limite da necessidade, mas tenho ansiedade por investir cada vez mais. A companhia vai investir, mas em ritmo menos acelerado. Vamos fazer um esforço concentrado. Teremos que reequilibrar as contas'', considerou ele.
Requião não concorda com Jacob. Ele disse que o governo do Estado está investindo na Sanepar e que as tarifas já são altas se comparadas a outros estados, como Santa Catarina. ''Temos que aumentar o capital da empresa, otimizar a operação, aumentar a lucratividade, sem aumentos. E se o Stênio (Jacob) não puder administrar a Sanepar, coloco outro lá que vai poder. Se judicialmente está complicado, temos que descomplicar. A gente não resolve o problema sacrificando o povo. Vai em cima dele'', ponderou o governador.
Sobre o aumento das tarifas, ainda não será desta vez que as tarifas de água e esgoto terão aumento de preços. O governador Roberto Requião (PMDB) negou, na semana passada, o pedido de reajuste de 14% feito pelo Conselho de Administração (CAD) da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que queria recuperar as perdas entre fevereiro de 2005 e fevereiro de 2008 (já que o último reajuste foi em fevereiro de 2004). ''Não vou permitir aumento de tarifas para ter fluxo de caixa para fazer investimentos'', declarou Requião.

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