Saída de doces alegra comerciantes
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quinta-feira, 07 de outubro de 2004
Vera Barão<br> Reportagem Local 
Desde o início da semana, a procura por balas, pirulitos, pipocas, paçoquinha entre outras guloseimas que fazem a cabeça da criançada, vem se intensificando com a chegada do Dia das Crianças. Considerada a melhor data para vender doces depois da Páscoa, os comerciantes acreditam em boas vendas até amanhã, quando o comércio fica aberto até às 18 horas. ''Estamos bem animados porque já estamos vendendo bem há alguns dias para escolas, creches, igrejas'', afirmou Celeste Cartori, proprietário da Casa do Doce.
Para provar as boas vendas, ele mostra notas fiscais desta semana que contabilizam 1.800 pacotes de pipocas vendidos. O estabelecimento tem uma clientela tradicional, formada por prefeituras da região, que nesta época compram quantidades boas de doce. ''Devemos aumentar as vendas por esses dias em 50%. Aliás, em datas comemorativas sempre vendemos bem'', salientou Cartori, que trabalhou por 22 anos como representante de um fábrica de doces. ''Adquiri experiência lá e montei esta loja há 10 anos neste local. Somos a primeira loja de doces da área central'', contou ele.
Próximos a Casa do Doce, lojistas de outros dois estabelecimentos do ramo comprovam que pirulitos, balas e pipocas são as guloseimas que mais têm saída por causa dos preços mais acessíveis. Pacotes com 50 pirulitos podem ser encontrados por R$ 1,75 e com 100 por R$ 3,50. ''Esses são os doces de segunda linha, mas ultimamente são os que mais vendemos'', explica Armando Pelisser, do Empório do Doce. Segundo ele, as vendas estão boas mas não chegam ao patamar dos anos anteriores. ''Nesse período, já tínhamos vendido mais em 2003'', frisa ele, que acredita que a greve nos bancos pode estar prejudicando os negócios. ''O dinheiro está preso no banco e sem ele, as vendas não viram''.
A expectativa de Sílvia Regina de Souza, proprietária da Ponto Doce, é que as vendas aumentem até segunda-feira, porque até o momento ela vendeu pouco menos do que no ano passado. Segundo a empresária, muitas escolas também diminuíram as compras de doces em razão de estarem diversificando as brincadeiras. ''Elas (as escolas) passaram a alugar cama-elástica e carrinhos de algodão doce e de pipoca para se diferenciar'', comentou.
Valdinei Felix, 22 anos, estava comprando cerca de 100 pacotes de pipoca para doar a crianças da igreja evangélica da qual é membro e pastor. ''Temos umas 50 crianças que frequentam a igreja e me proponho a fazer isso porque sou fanático por crianças'', revelou ele, que no ano passado já fez doações de doces na igreja. ''Também vamos fazer bolo no dia 12'', completou.
A professora Andressa Vicente, 28 anos, fez doação de doces no último Natal para uma creche e gostou da experiência. ''A gente vê no rostinho deles a satisfação quando ganham um pirulito''. Elas estava comprando pipocas, balas e pirulitos. ''Para eles, essas balas fazem bastante diferença, por quê não ajudar''? questiona. A moradora da Warta (zona norte), Maria de Lourdes Martins, 61 anos, estava enchendo uma sacola com vários doces. ''Para os netinhos vou comprar depois, esses aqui são para mim mesmo que gosto bastante de doces'', assumiu.


