A saída de dólares do País neste mês chegou a aproximadamente US$ 7,996 bilhões até as 18h30 de ontem, segundo números do Banco Central e dados não oficiais obtidos no mercado. Pelo segmento de taxas livres (cotação do câmbio comercial), deixaram o País cerca de US$ 6,262 bilhões, valor próximo dos US$ 6,6 bilhões que ingressaram no país em julho devido ao leilão do Sistema Telebrás.
Ontem, até as 18h30, o País perdeu aproximadamente US$ 240 milhões pelo segmento de taxas livres. O saldo líquido não foi pior porque ingressaram cerca de US$ 850 milhões do banco Bilbao Viscaya para compra do Excel.
Pelo segmento de taxas livres são negociados os dólares para comércio exterior (importação e exportações) e operações financeiras (financiamentos diretos, ações, fundos e investimentos diretos). No mercado flutuante (turismo e contas CC-5, de não-residentes no Brasil), a saída acumulada em agosto é de aproximadamente US$ 1,734 bilhão.
O BC tomou medidas para segurar o capital de curto prazo no País, mas nos dois próximos meses há fortes saídas previstas. Para pagamento da dívida externa, o BC deve desembolsar cerca de US$ 1,7 bilhão e estão vencendo mais US$ 1,256 bilhão de compromissos de médio e longo prazos do setor privado.
Analistas ouvidos pela reportagem acreditam que continuará difícil a renovação de captações externas devido ao cenário internacional. A rolagem de papéis do setor privado ficou mais cara devido ao risco. ‘‘Outubro será um mês problemático para o BC’’, disse à reportagem o economista-chefe do Banco Pontual, Carlos Guzzo.

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