Arquivo FolhaFôlego curtoInvestidores de todos os portes correram aos guichês de poupança com alta do rendimento, mas deverão recuarA caderneta de poupança vai perder feio de aplicações em fundos de investimento financeiro (FIF), de 30 ou 60 dias, e ainda em CDBs, a partir de fevereiro. A desvantagem vai permanecer enquanto as taxas de juro estiverem elevadas. Somente quando essas taxas caírem abaixo de 1% é que a nova fórmula para o cálculo da Taxa Referencial (TR) vai tornar a caderneta competitiva.
O rendimento da caderneta vai cair porque a TR será menor. Isso vai ocorrer porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou o critério de cálculo dessa taxa.
A TR é calculada pela média das taxas oferecidas pelos CDBs nos últimos cinco dias úteis do mês anterior ao de sua aplicação - essa média é a Taxa Básica Financeira (TBF). Sobre essa média é aplicado um redutor que será tanto maior quanto mais elevada for a taxa de juro.
Considerando uma média de juros de 2,5% (TBF) nos últimos cinco dias de janeiro, o redutor seria de 1,691%. Levando em conta que as taxas permanecessem estáveis, a TR será de 0,70%. Para que o investidor tenha idéia do tamanho da redução da TR, vale dizer que pelo critério atual, considerando os mesmos níveis de juro, a TR seria de 1,11%.
Como a TR compõe o rendimento da caderneta, deve estar claro por que a remuneração a ser creditada ao investidor também vai encolher. No exemplo acima, a caderneta pagaria um rendimento de 1,2% pelo novo critério e de 1,62% pelo critério ainda em vigor.
O achatamento da rentabilidade da caderneta passa a ocorrer nos depósitos feitos em fevereiro e crédito em março. Haverá uma expressiva perda de terreno da caderneta em relação às demais aplicações em renda fixa. A virada ocorreria apenas quando as taxas de juro vierem abaixo de 1%.

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