Sai esta semana medida para baixar custo do crédito
Agência Estado
De São Paulo
Ainda esta semana o governo poderá anunciar medidas com o objetivo de permitir uma redução das taxas de juros das linhas de crédito, que chegam a 326% ao ano, ou 12,84% ao mês, nos empréstimos pessoais concedidos por financeiras. Uma das medidas poderá ser a diminuição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que hoje é de 6% ao ano. Conforme analistas, no entanto, um corte de IOF teria um efeito muito pequeno na redução das taxas de juros.
Segundo o vice-presidente da Associação Nacional de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a queda das taxas depende de um conjunto de medidas que vão além da redução do IOF, em estudo, e do compulsório sobre depósitos bancários, já feita. Na sua avaliação, a medida mais eficaz seria o governo forçar a abertura das planilhas de custo dos bancos e exigir explicações sobre o spread, o lucro da empresa, ou seja, o ganho da instituição medido pela diferença entre o juro que ela paga ao investidor, que dá o dinheiro, e a taxa que ela cobra do consumidor, que toma o recurso. A ponderação do consumidor nas operações de crédito também ajudaria na queda dos juros, diz Marcos Silvestre, economista-chefe do Forex Centro Brasileiro de Orientação de Finanças Pessoais. Além da taxa básica, que hoje está em 19% ao ano, uma série de custos influencia o juro aplicado em empréstimo pessoal ou financiamento ou sobre o saldo do rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial.





