Sai 1º acordo para reduzir salário
O primeiro grande acordo de redução de salários do País deve ser assinado hoje entre fabricantes de autopeças e metalúrgicos ligados à Força Sindical. O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) recuou ontem novamente e aceitará a principal condição imposta pela Força Sindical: redução de salários de 10% durante três meses, e não de 15% como foi proposto na última negociação, semana passada. A redução de jornada de trabalho será de 20%, e não mais de 25%. Supostamente, a fórmula evitará entre 5 mil e 10 mil demissões numa base de 193 mil trabalhadores.
Polêmico, o acordo tem total desaprovação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Sindicalistas da Força Sindical são uns vendidos, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, da CUT. O presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, mostrou-se indiferente aos protestos da CUT. A adesão ao acordo será voluntária. O advogado do Sindipeças, Dráusio Rangel, previu que de 70% a 75% das cerca de 500 empresas filiadas à entidade deverão adotar a redução de salário e jornada porque estão com problemas financeiros.





