Os bons do milhoProdutores se econtram na fazenda de Elias Moreira: safrinha de 5.000 kg/ha, em ano de estiagemO agricultor Elias Moreira da Silva, de Primeiro de Maio, plantou milho nos dias 28 a 30 de março e espera uma produtividade média de 5.000 kg/hectare, a um custo de produção equivalente a 2.400 kg/ha, com lucro líquido estimado em 2.600 kg/ha, considerado excelente pelos especialistas em administração rural. A produtividade é alta para o tamanho da área, 82 hectares. A lavoura do empresário Elias Moreira é um dos vários exemplos de que nem toda safrinha de milho foi prejudicada pela estiagem. No caso dele, além do bom rendimento, a uniformidade das espigas e a qualidade do grão são outros fatores comercialmente importantes. A lavoura não teve problema de tombamento pelo vento e mantém o caule verde, quando as espigas já estão secas, no ponto de colheita.
‘‘O meu custo de produção equivale a 100 sacas por alqueire, para uma produção que pode chegar a 200 sacas por alqueire, uma boa produtividade. Você não pode correr o risco nem de empatar; tem que ser na certeza’’, afirma. Elias teve um custo alto porque investiu na adubação: 370 kg/ha da fórmula 8-28-16. Mas o detalhe importante é que ele não vai adubar a soja que planta logo após o milho, na safra de verão. Com uma boa adubação ao milho, além de ter a resposta no próprio milho, o agricultor não precisa adubar a soja, reduzindo consideravelmente o custo da lavoura seguinte.
Apesar do baixo preço do milho este ano, lavouras com alta produtividade, como a de Elias Moreira, deixam bom resultado para o produtor. Ele considera importante o uso de tecnologia. Observa que o preço do milho sempre representou 60% do preço da soja, porém este ano esta relação não prevaleceu. O milho teria de valer R$ 9,00/saca, mas o preço líquido está girando em torno de R$ 6,00/saca. O jeito é ganhar na competência. Elias acha que o preço vai reagir, por este motivo não pretende vender o produto de imediato.
Elias e o filho Ivan: boa adubação do milho reduz custo da soja
Para acompanhar o início da colheita e divulgar o uso de tecnologia na fazenda de Elias Moreira, a Agroceres reuniu agricultores da região. A semente usada por Elias Moreira é um dos híbridos da empresa, o AG 5011. O técnico João Soler explicou as características do híbrido. Além de agricultores compareceram técnicos da extensão rural, cooperativas e indústrias do setor moageiro de milho. Este setor, o moageiro, exige boa matéira-prima. Se não for grão duro ou semiduro tem indústria no Paraná que nem recebe o produto, segundo Elias Moreira.

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