Safrinha pode ficar sem seguro
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quinta-feira, 09 de janeiro de 2003
CArolina Avansini<br>Reportagem Local 
Ainda não há oferta de seguro para o milho safrinha no mercado. A Cosesp, que oferece o serviço para companhias de todo o País, já disponibilizou a proteção para o trigo mas não ofertou o seguro para a safrinha, que também é plantada no inverno.
De acordo com o corretor Arnaldo Amaral Filho, da Verde Rural Companhia de Seguros, a justificativa para a suspensão do serviço é que a safrinha é uma cultura de alto risco, o que inviabilizaria sua proteção. No ano passado, já era possível contratar o seguro nesta época do ano. No Paraná, o plantio começa em fevereiro.
Almir Montecelli, vice-presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas Paranaenses (Ocepar), comentou que a falta de seguro pode reduzir a área de milho safrinha, aumentando o risco de desabastecimento. ''O produtor vai preferir plantar trigo, que é segurado'', considerou. Ele disse ainda que o Paraná é o Estado mais prejudicado por essa conjuntura. ''Somos praticamente os únicos que investimos no safrinha'', disse.
No ano passado, as lavouras paranaenses de milho safrinha enfrentaram quebra de 40%, conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). O prejuízo foi causado por condições climáticas adversas.


