Safra terá rentabilidade de R$ 12 bilhões
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
A safra 2007/08 deverá gerar aos produtores rurais uma rentabilidade bruta projetada de R$ 12 bilhões, segundo cálculos do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O valor é 33% maior do que o estimado para a colheita anterior, que foi de R$ 9 bilhões. O Paraná deverá colher 30,38 milhões de toneladas de grãos neste ano, produção 27% maior do que a registrada na safra anterior. O resultado deverá confirmar o Estado como o principal produtor nacional de grãos, responsável por 23% do total da produção.
A soja é a cultura que irá oferecer maior rentabilidade bruta aos produtores. No total, haverá um giro de R$ 5,3 bilhões, volume 38% maior do que o registrado na safra 2005/06, que foi prejudicada pela forte estiagem que atingiu o Estado. A área plantada da cultura foi de 3,9 milhões de hectares, número 1,1% maior do que no ano anterior. Segundo a engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi, durante a safra ocorreram problemas pontuais em algumas lavouras devido a incidência de ferrugem, podidrão de raízes e variedades semeadas em períodos impóprios.
Devido a esses fatores, a projeção de colheita do Deral foi rebaixada de 11,9 milhões de hectares para 11,81 milhões de hectares. Cerca de 95% da safra já foi colhida. ''A tendência é que tenhamos uma produção recorde neste ano, superior à registrada na safra 2002/03, que foi a melhor safra paranaense até hoje (naquele ano foram colhidos 10,96 milhões de toneladas). A previsão é colher 1 milhão de tonelada a mais'', afirma Margorete. Se esse número for confirmado - de 11,81 milhões de hectares - a produção estadual será 27% maior do que a safra anterior. O Paraná é o segundo maior produtor da oleaginosa com 21% da produção nacional, perdendo apenas para o Mato Grosso, que concentra 26% do total produzido.
O Estado também deverá registrar produção recorde de milho. O resultado ainda depende da colheita do milho safrinha, que está suscetível à incidência de geadas. A primeira safra teve a área de plantio reduzida em 12,5% e ficou em 1.323 mil hectares. E mesmo com a redução, os produtores deverão colher 8.767 milhões de toneladas, volume 14,2% maior ao obtido no ano passado. Já a área plantada de milho safrinha foi reavaliada e deverá crescer apenas 31% com relação à safra anterior e não 37% como já foi divulgado, ficando com 1.377 milhão de hectares.
A produção estimada deverá crescer 41% com relação à safra anterior, atingindo 5,61 milhões de toneladas. ''A chuva da semana passada amenizou a situação, mas o milho ainda está sujeito à geadas. Dependemos do clima para conseguir uma produção recorde'', diz Margorete. A rentabilidade bruta estimada para a safra de milho é de R$ 3,4 bilhões (R$ 2,1 bilhões da 1 safra e R$ 1,3 bilhão para a safrinha). O volume alcançado é 38% maior para a 1 safra e 50% para a safrinha.
Já o total produzido de trigo deverá crescer 93% com relação à safra anterior. A colheita estimada é de 2,27 milhões de toneladas contra 1,18 milhão de tonelada produzido no ano passado. A área plantada é 2,6% maior ao da safra anterior, com 944 mil hectares. Com base na produção, os triticultores deverão alcançar uma rentabilidade bruta 84% superior ao do plantio anterior, com R$ 928 milhões.


