Sucursal de Curitiba
Em Curitiba, onde esteve em meados da semana, o diretor de crédito rural do Banco do Brasil Ricardo Conceição informou que nos três primeiros meses do ano, o BB aplicou R$ 270 milhões na comercialização das várias modalidades de operações, sendo R$ 108 milhões em AGF e R$ 80 milhões em EGF. O restante foi aplicado no custeio agrícola e pecuário. Para abril, o BB deverá colocar R$ 500 milhões em todo o País, sendo que desse total 60% para a comercialização. O Paraná deverá receber o equivalente a 20% desse total.
Este ano, o BB deverá manter o mesmo volume de recursos da safra passada, para o financiamento da safra de verão, em torno de R$ 180 milhões, dos quais dois terços, entre R$ 100 milhões e R$ 120 milhões, devem ficar no Paraná, para o plantio de trigo. Segundo Conceição, esses recursos deverão ser suficientes já que a área plantada deverá, no máximo, repetir o plantio do ano passado. Com o financiamento da safra de inverno, o BB totaliza R$ 630 milhões na safra 96/97 entre as lavouras de verão e inverno.
Segundo Conceição, o BB vai expandir ainda mais sua atuação no setor privado, ao mesmo tempo que está concluindo sua fase de ajustes. No Paraná, o banco pretende intensificar o apoio ao setor agrícola. Prova disso é o aumento da disponibilidade de recursos na carteira de crédito, que deve atingir R$ 5 bilhões, sendo 50% para o crédito rural. No País, a carteira de crédito do BB atinge R$ 25 bilhões.
EletrônicoOutra novidade apresentada por Conceição é a extensão, pelo BB, do uso do sistema de leilões eletrônicos, antes restrito apenas para os estoques do governo, para a venda de toda a produção agrícola no País. A medida faz parte da estratégia traçada pela direção do banco para aumentar sua participação no mercado, segundo afirmou o diretor. A nova sistemática de vendas poderá ser feita através das 27 bolsas de mercadorias no País e nas agências on-line.

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