Curitiba - Os preços médios do etanol hidratado recuaram nos postos do Estado na semana passada em relação aos sete dias anteriores. As informações fazem parte da pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No Paraná, terceiro maior produtor, o valor médio caiu 0,67%, de R$ 1,34 para R$ 1,33.
Na Capital, o valor médio do litro do produto caiu de R$ 1,25 para R$ 1,24 entre o período de 20 a 26 de junho comparado com a semana de 27 de junho e 3 de julho. Em Curitiba, o preço varia de R$ 1,13 a R$ 1,59. Em Londrina, o recuo no mesmo período foi de R$ 1,65 para R$ 1,62 e, em Maringá, o preço permaneceu estável em R$ 1,55.
O levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados Economia Aplicada (Cepea) em São Paulo apontou que o preço nas usinas caiu de R$ 0,74 no período de 21 a 25 de junho para R$ 0,73 na semana de 28 de junho a 2 de julho. Os preços pesquisados pelo Cepea são muito semelhantes aos do Paraná e, por isso, são tomados como base de comparação.
O superintendente da Associação de Produtores de Biocombustíveis do Paraná (Alcopar), Adriano da Silva Dias, disse que os preços estão baixos devido a safra de cana-de-açúcar. ''Estamos no auge da safra'', destacou. Além disso, no início do mês sempre há uma pressão de baixa para poder vender o combustíveis e honrar compromissos como a folha de pagamento dos funcionários. ''Espero que os preços não caiam mais'', afirmou.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, acredita que a queda nos preços do etanol não deve se manter. Ele lembrou que em alguns postos, o preço é mais barato que o valor de custo do produto. As principais explicações para isso seriam o etanol sem origem e a concorrência das grandes bandeiras de distribuidoras que vendem, muitas vezes, com margem negativa para segurar a clientela. Hoje, o etanol custa R$ 1,18 na distribuidora e há postos em Curitiba vendendo por R$ 1,13.
Ele prevê que julho será um mês de queda nas vendas com as férias escolares. O setor já vem de um mês de junho com redução de 6% na comercialização de combustíveis em função da Copa do Mundo.

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