Safra maior não muda preço do café
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de abril de 2004
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O anúncio de que a safra brasileira de café será até 8% maior que o volume previsto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em dezembro passado não interferiu no mercado da commodity. Na sexta-feira, o órgão divulgou que o País vai produzir de 36,10 a 40,46 milhões de sacas na safra 2004/2005. A previsão anterior era de 34,11 a 37,47 milhões de sacas.
O corretor Marcos Bacceti, de Londrina, informou que a notícia não interferiu no mercado porque o setor produtivo aposta em produção menor que a anunciada. ''Os produtores estão constatando quebra significativa nas regiões onde a colheita já começou'', disse. A saca de café fino, ontem em Londrina, foi comercializada por até R$ 190,00. O preço é estável com relação à semana passada. Em Nova York, a bolsa fechou com alta de dez pontos.
A segunda estimativa do MAPA indica o ponto médio de 38,28 milhões de sacas, contra 28,82 milhões na safra 2003/2004 e 48,48 milhões de sacas na safra 2002/2003. De acordo com o ministério, o aumento da produção reflete o ano de alta bianualidade da lavoura cafeeira e melhores condições climáticas.
O crescimento da avaliação em comparação com a estimativa de dezembro se dá basicamente na lavoura do café arábica. Em dezembro, a estimativa era de 26,46 a 29,14 milhões de sacas e na previsão atual a colheita varia de 28,23 a 31,91 milhões de sacas. Para o robusta, a variação foi menor, passando de 7,65 a 8,33 milhões de sacas em dezembro para 7,87 a 8,55 milhões de sacas.
O levantamento da produção cafeeira foi promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no período de 15 de março a 15 de abril nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Bahia, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro.


