Ainda pouco praticado no Paraná, sistema pode representar em torno de 10% a 15% de redução no custo de produção; feira termina hoje
Ainda pouco praticado no Paraná, sistema pode representar em torno de 10% a 15% de redução no custo de produção; feira termina hoje | Foto: Ricardo Chicarelli



Incentivar o financiamento da safra por meio de operações Barter é um dos objetivos da quarta edição da SuperAgro, promovida pela Agro100, em Londrina. O evento encerra nesta quinta-feira (18) e deve receber mais de 5 mil visitantes do Paraná, São Paulo e Mato Grosso.
A operação Barter é o pagamento dos insumos utilizados na lavoura por meio de sacas de grãos na pós-colheita. Ainda pouco praticadas no Paraná, as trocas podem representar em torno de 10% a 15% de redução no custo de produção. "Em um ano político, em que não sabemos como vai fechar a soja em 2019, conseguir fechar, antecipadamente, os insumos faz a diferença", avaliou Walter Bussadori Júnior, diretor de marketing da empresa.
"Com o preço da soja estável e a queda do dólar, quem gastar em dinheiro pode ter um aumento de 10% a 15% do custo de produção. Com a desvalorização do preço da soja, as trocas fazem a atividade mais segura, dependendo apenas do produtor apostar em tecnologia para aumentar a produtividade da propriedade", completou.
O sistema de troca já é comum em estados do Mato Grosso, Tocantis, Bahia e Goiás. Segundo Bussadori Júnior, o sistema de financiamento dos bancos, módulos menores e produtores mais capitalizados são os motivos para o agricultor paranaense preferir negociar os insumos em dinheiro e não em grãos.

Custo de produção
O produtor Odair José Gonçalves, de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina), financiou a safra 17/18 e 18/19 pela modalidade Barter e afirmou que teve uma redução de custo de produção dos 530 hectares plantados de 10% na safra 17/18. "Com o preço travado você não fica no escuro. Hoje não se tem garantia do preço da soja. Na troca você fica despreocupado", disse.
Antes de decidir pela Barter, Gonçalves avaliou o preço do insumo e o valor de conversão da soja que as empresas ofereceram. "A perspectiva do preço subir é pequena, então está sendo interessante a troca", afirmou.
Já o produtor Evando Quaglio, de Andirá (Norte Pioneiro), prefere pagar os insumos em dinheiro. "Acho melhor assim. Você consegue negociar melhor os preços. Se tem condições é melhor pagar à vista mesmo", disse.

NOVAS TECNOLOGIAS
São quase 70 estandes de empresas de fertilizantes, sementes, defensivos e maquinários. Cada um apresentando as novidades tecnológicas e inovações para o agronegócio. "A feira é uma oportunidade de levar ao produtor as tecnologias do agro", disse Bussadori Júnior.
O produtor Ivailton Ribeiro de Matos, de Itambaracá (Norte Pioneiro), veio atrás das novidades em variedades de milho e soja. "Tem vários lançamentos e vim ver o que tem de bom para a gente plantar. Estou gostando do que estou vendo", comentou.
A SuperAgro conta com 24 hectares de campos de lavouras demonstrativas e estandes. A Aminoagro, produtora de recuperadores de solos e fertilizantes especiais, levou para feira em cinema 6D a estrutura dos solos, um show de imagens interativas.
Outra tecnologia demonstrada no evento é o Climate FieldView, da Monsanto, que possibilita que o produtor acompanhe em detalhes no seu aparelho celular todas as operações, do plantio à colheita. Basta instalar um dispositivo em suas máquinas. O grande destaque da Adama é o Cronnos, seu novo fungicida que atua no combate à ferrugem asiática da soja.

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