Safra de verão deve atingir 22 milhões de toneladas
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sábado, 12 de janeiro de 2008
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná deverá colher perto de 22 milhões de toneladas na safra de verão 2007/2008. Apesar da variação em relação à safra passada ser pequena - 1,2% -, o cenário é de otimismo, já que os preços estão em patamar mais favorável neste início de colheita. De acordo com o secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Valter Bianchini, os números sinalizam, também, que a agricultura paranaense deverá colher, ao longo de 2008, 30 milhões de toneladas, considerando que é a safra de verão que dita o desempenho da produção de grãos no Estado. Na safra 2006/2007 foram colhidas 21,17 milhões de toneladas.
As duas principais culturas de grãos no Paraná - soja e milho - foram beneficiadas pelo clima, com chuvas regulares, e a colheita deverá revelar boa produtividade e qualidade dos grãos. O milho, que deve atingir uma produção de 8,93 milhões de toneladas em uma área de 1,38 milhões de hectares, começará a ser colhido na próxima semana. Já a previsão de início da colheita da soja é em meados de fevereiro. A estimativa é de uma produção de 11,8 milhões.
A área plantada e a produção de soja na safra atual ficaram estáveis em relação à safra passada. Bianchini destacou, no entanto, que a queda de 5 a 6% nos estoques mundiais melhorou, sensivelmente, as cotações do grão na Bolsa de Chicago, atingindo, no início deste mês, o patamar de US$ 460,00 por tonelada. Em janeiro de 2007, as cotações eram próximas de US$ 256,00.
Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), essa valorização já está refletindo no bolso do produtor paranaense. Eles estão recebendo, em média, R$ 42,20 a saca de 60 quilos. ''A tendência é de bons preços durante a safra. Lógico que não devem se manter nos patamares atuais. Vão cair um pouco, mas ainda assim, continuarão bons'', avaliou o secretário.
Cenário positivo em relação a preços, também, para o feijão, que já tem 25,5% da área colhida. Apesar do recuo de 27,7% na área plantada e de 22,8% na produção por causa dos problemas com a seca, que atrasou o plantio, a melhora nos preços trará lucro equivalente a duas safras ao produtor. Em um ano, a venda da saca de feijão de cor aumentou 215% e o feijão preto, 163%. O preço médio do feijão de cor é de R$ 146,00 a saca e o feijão preto, R$ 84,00 a saca.
Os bons preços devem estimular o aumento na área plantada e na produção do feijão safrinha. Bianchini adiantou que o primeiro levantamento em campo feito por técnicos do Deral indica crescimento de 32% na área de cultivo - de 147,6 mil para 194,9 mil hectares - e de 66% na produção - de 197,3 mil para 327,6 mil toneladas -, em comparação a 2007.


