Brasília - O quinto levantamento da safra de grãos 2012/13, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para conquista da mais alta produtividade média já registrada, de 3.508 quilos por hectare. A boa produtividade, aliada ao cultivo da área recorde de 52,981 milhões de hectares, resultará na colheita de 185 milhões de toneladas de grãos, o maior volume da história.
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, destacou o aumento do uso de tecnologia no campo e antecipou que no próximo plano de safra, que deve ser anunciado em maio, o governo pretende introduzir inovações para incentivar o aumento da produção e apoiar o investimento em armazenagem no campo. "A presidente Dilma Rousseff nos pede para que cada vez mais estejamos sempre à frente, trabalhando em benefício do produtor brasileiro", disse.
O diretor de Política Agrícola e Informação da Conab, Silvio Porto, durante apresentação do levantamento de safra, ressaltou a contribuição do clima para a evolução das lavouras nesta safra. Ele observou que ainda não existe definição em relação à normalidade das chuvas em algumas regiões do semiárido nordestino e lembrou o risco de geadas em meados do ano nas lavouras de milho safrinha no Paraná.
A soja e o milho são responsáveis pelo aumento 2,096 milhões de hectares (+4,1%) na área cultivada com grãos, que atingiu 52,981 milhões de hectares. A área de soja nesta safra aumentou em 2,603 milhões de hectares (10,4%), enquanto o milho no total terá 238,9 mil hectares a mais (1,6%). Esta safra consolida o milho safrinha como principal alternativa de cultivo do cereal, com aumento de 647 mil hectares (+8,5%) para 8,267 milhões de hectares, enquanto o plantio de verão recuou 409,1 mil hectares (5,4%) para 7,149 milhões de hectares. Vale lembrar que o Paraná, que no início dos anos 80 cultivava mais de 5 milhões de hectares de milho de verão, nesta safra está cultivando apenas 844 mil hectares.

Pacote tecnológico
A Conab realizou pela primeira vez um levantamento das fontes de financiamento do plantio de soja e milho para avaliar o pacote tecnológico empregado no campo. No caso do milho, os bancos respondem por 44% dos desembolsos, seguidos das tradings e insumos com 33% e recursos próprios com 23%. No caso das sementes de milho, cerca de 38% são sementes geneticamente modificadas de ciclo precoce, 37% de ciclo médio e 6% tardio. As convencionais de ciclo precoce respondem por 9%, médio 9% e tardio apenas 1%. O plantio direto responde por 82% da área.
Nas lavouras de soja 38% dos gastos são financiados pelos bancos e 40% pelas tradings e revendas de insumos. Os recursos próprios respondem por 22%. As sementes transgênicas de ciclo precoce representam 54% do material genético utilizado no campo, vindo em seguida as médias com 31% e as tardias com 6%. As sementes convencionais de ciclo precoce tem participação de 3%, seguidas das médias com 5% e tardias com 1%. O sistema de plantio direto é utilizado em 96% da área cultivada com soja.

Imagem ilustrativa da imagem Safra de grãos terá maior produtividade da história
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