Curitiba - O Paraná fechou a safra 2004/2005 com uma produção de grãos na casa de 18,76 milhões de toneladas contra os 24,59 milhões de toneladas colhidos durante a safra anterior. A redução foi de 23,7%, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab)
Segundo a Seab, o principal motivo para a redução da produção foram as adversidades climáticas registradas este ano, especialmente nos primeiros meses, quando a estiagem castigou os agricultores. A seca teve impacto significativo na produção de soja, que apresentou uma perda na produtividade da ordem de 3,08 milhões de toneladas, praticamente um quarto a menos do que o colhido na safra anterior. Percentualmente, as culturas mais castigadas foram a de arroz sequeiro (49,3% de perdas) e de algodão (40,6% de perdas). Porém, as duas culturas somadas representam apenas 0,5% da produção paranaense de grãos.
Embora com menos força, as intempéries climáticas atingiram também a safra de grãos de inverno, que tiveram uma redução na produtividade estimada em 7%. A principal cultura de inverno é o trigo, responsável por três quartos das áreas plantadas no Estado. A estimativa inicial era que a colheita de trigo atingisse 3,1 milhões de toneladas, mas as alterações climáticas forçaram uma reestimativa na produção para cerca de 2,9 milhões de toneladas.
A Secretaria de Agricultura traça estimativas mais otimistas para a safra que começou a ser plantada em setembro. Segundo o levantamento da Seab, a safra 2005/2006 pode atingir R$ 21,28 milhões de toneladas de grãos, 27,8% a mais do que o colhido na safra anterior. Entretanto, esta melhora nos resultados só poderá ser atingida se não houver problemas climáticos, uma vez que os produtores não pretendem expandir suas plantações. Enquanto no ano passado os produtores utilizaram 5,94 milhões de hectares para suas culturas, a previsão para o ano que vem é de 5,89 milhões de hectares plantados.
Além de reduzir a área plantada, os produtores também sinalizam com um aumento no plantio do milho (140 mil hectares a mais) e do feijão (42 mil hectares a mais). Já a soja deve perder um espaço de 200 mil hectares na lavoura.

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