Safra de grãos deve ficar em 97 milhões de toneladas
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quinta-feira, 28 de junho de 2001
Agência Estado 
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar este ano 97,265 milhões de toneladas, segundo a estimativa de maio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada há pouco. O resultado é 16,83% maior que o do ano passado, quando foram colhidas 83,250 milhões de toneladas. Deste total, a região Sul deve produzir 48,498 milhões de toneladas; a região Centro-Oeste, 28,126 milhões de toneladas; a região Sudeste, 11,653 milhões de toneladas; a região Nordeste, 6,817 milhões de toneladas e a região Norte, 2,171 milhões de toneladas. Em relação à estimativa de abril, houve um aumento de 3,99% na previsão da safra para o feijão em grão da terceira safra, de 1,03% para o milho grão da primeira safra. Também houve aumento de 1,45% para a safra da soja em grão e de 1,80% para o trigo.
Café A safra de café para a temporada 2001-2002 chegará a 27,49 milhões de sacas de 60 quilos, 11,6% menos que no ano passado quando foram colhidas 31,3 milhões de sacas, informou esta quinta-feira o ministério da agricultura brasileiro.
A redução da produção se deve a fatores climáticos e acidentais, segundo o ministério.
Do total da colheita, 19,40 milhões de sacas do tipo arábica e 8,09 milhões de robusta ou conillon, segundo estimativa do Departamento de Café da Secretaria de produção e Comercialização (SPC) do ministério.
Feita por 220 técnicos do ministério e as secretarias dos Estados de Agricultura de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia, a pesquisa confirma Minas Gerais como o principal produtor brasileiro de café.
Espera-se que os produtores mineiros colham 12,2 milhões de sacas, quase que totalmente do tipo arábica, o que representa 43% da produção do país.
Paraná (sul) e Minas Gerais (sudeste) registrarão, no entanto, a maior redução da produção segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Somente no primeiro Estado, se prevê que a queda chegue a 71,6%, enquanto que no segundo será de 23,3%.


