Rio de Janeiro - A safra nacional de grãos de 2005 deverá ser 4,91% menor do que a de 2004, segundo a sétima estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora a previsão ainda possa estar sujeita a mudanças, o gerente da pesquisa, Neuton Alves Rocha, estima que uma revisão é pouco provável porque 90% da safra já foi colhida. Segundo a projeção do IBGE, a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, como caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale, será de 113,507 milhões de toneladas.
Havia expectativas de que a safra de 2005 fosse bastante superior a de 2004, mas problemas climáticos no início do ano afetaram a produção. Com isso, o resultado ficará abaixo das 119,370 milhões de toneladas da safra de 2004.
Apesar da perspectiva de queda na produção, a área plantada deve crescer 0,5% em relação ao ano passado e chegar a 48 milhões de hectares. Os dois produtos que poderão ocupar as maiores áreas plantadas são a soja, com 23 milhões de hectares, e o milho, com 8,7 milhões. Somados, os dois produtos representarão 76% da produção brasileira de grãos.
A análise por regiões mostra que o foco de desaceleração na produção está na região Sul, que detém 34,16% de participação na safra de grãos do país. A perspectiva é de que a produção desta região caia 20,61%. A produção nordestina deve crescer 9,62% este ano. Ela representará 9,03% da safra de 2005. A região Centro-Oeste, que participa com 37,15% da produção nacional, deverá elevar sua produção em 5,46%. As regiões Norte e Sudeste crescerão 14,77% e 3,39%, respectivamente.
Feijão - A produção estimada de feijão segunda safra neste mês deverá ter um acréscimo de 5,80% em relação ao volume informado em junho em razão do aumento da área plantada e da produtividade na Bahia. Na região nordeste da Bahia, onde se destacam os municípios de Euclides da Cunha, Ribeira do Pombal, Paripitanga e Adustina, as chuvas estão regulares e com distribuição normal.
Já a produção de milho 2 safra deverá ter uma queda de 3,06%. No Paraná, entre junho e julho, houve uma retração de cerca de 16%, ainda reflexo da falta de chuvas durante o ciclo vegetativo da cultura.
O trigo deverá ter um aumento de apenas 0,22% em relação a junho devido à redução da área plantada no Rio Grande do Sul.

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