Safra de feijão precisa de R$ 15 milhões em AGF
Vânia Casado
O Paraná está reivindicando R$ 15 milhões para a compra de 35 mil toneladas de feijão no Estado. Comunicado nesse sentido foi enviado ontem pelo secretário da Agricultura, Antonio Poloni, ao ministro da Agricultura Francisco Turra. Os recursos devem ser liberados através de AGF (Aquisição do Governo Federal) e visam evitar a queda drástica dos preços pagos ao produtor.
O argumento de Poloni é que os produtores paranaenses investiram no plantio da segunda safra, mas perderam 37% da safra com a ocorrência de geadas em abril e maio. Paralelamente à essa quebra, aumentou muito a oferta de feijão em outras regiões do país e os preços pagos ao produtor caíram abaixo do preço mínimo, fixado em R$ 26,00 a saca. Em algumas regiões, o feijão está sendo comercializado por R$ 21,00 a saca.
Para se ter uma idéia, em janeiro desse ano, o feijão de cor foi comercializado em média por R$ 52,71 a saca. Em maio, a cotação despencou 48% e média baixou para R$ 27,47. O feijão preto que foi vendido por R$ 44,17 a saca em janeiro, foi comercializado no mês passado por R$ 29,71 a saca.
Trata-se de um momento favorável para o governo fazer AGF para reforçar seus estoques de alimentos básicos, que estão muito baixos, disse a técnica da Secretaria da Agricultura, Margorete Demarchi. A Seab estima que o Paraná ainda tem um estoque de 70 mil toneladas de feijão preto e carioca da primeira e segunda safra 98/99 para ser comercializado.
Durante a segunda safra, os produtores plantaram uma área recorde de 154 mil hectares de feijão, que deveria resultar numa produção de 182 mil toneladas. Com a quebra de 37%, foram perdidos 44 mil hectares de lavouras que correspondem à perda de 67 mil toneladas e um prejuízo de R$ 32 milhões.





