Curitiba Até o final deste ano, o Paraná poderá ser o maior produtor de feijão do Brasil. A previsão do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento, é que a colheira será de 770 mil toneladas, com um aumento de 39% em relação ao ano passado. Em 2005, o Paraná foi o segundo maior produtor, atrás de Minas Gerais. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Agricultura, o aumento deve-se basicamente a dois fatores: ampliação de 32% na área plantada e de 5% na produtividade.
A área cultivada com feijão no Paraná somou 560,6 mil de hectares (em 2005, era 425,1 mil hectares). A alta se deve ao aumento de preço do produto, diz Margoreth Demarchi, engenheira agrônoma do Deral. ''O feijão é uma alternativa de renda rápida para o agricultor, que pode plantar e colher em três meses'', afirma.
Safra - A safra brasileira de grãos fechará 2006 em 118,1 milhões de toneladas, 4,9% a mais do que a colheita de 2005 (112,6 milhões de toneladas). Os dados são da estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de julho. Pela primeira vez neste ano houve crescimento na comparação mensal - 0,15% de junho para julho, decorrente da expansão da lavoura de inverno do milho.
Segundo Paulo Monassa, gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a estimativa para 2006 deve sofrer pequenas alterações nos próximos meses, pois a maior parte das lavouras já foi colhida. ''Com as culturas de verão (soja, milho, arroz e outras) já colhidas, daqui para a frente as mudanças devem ser pequenas'', disse Monassa.
É o caso da soja, cuja colheita estimada em 52,6 milhões de toneladas já se encerrou. A estimativa do IBGE aponta para crescimento neste ano de 2,85% em relação a 2005, quando a cultura foi afetada pela forte estiagem ocorrida no Rio Grande do Sul. Nesta safra, a soja deve crescer 209% no Estado. O desempenho da cultura só não foi melhor porque houve queda de 12,4% em Mato Grosso, principal produtor nacional.
Desestimulados pela menor competitividade das exportações e pelas dívidas acumuladas da safra passada, os produtores de soja pisaram no freio. Segundo Monassa, a soja cedeu espaço à cultura de verão do milho, que deve crescer 16,64% neste ano, atingindo 31,7 milhões de toneladas.

mockup