A região de Guarapuava comemora o aumento na área plantada de aveia, trigo e cevada na safra deste ano. As expectativas são de um crescimento também na produção já que não foram registrados problemas climáticos, doenças ou pragas. O plantio já foi encerrado. O maior aumento foi na área de aveia branca, que de 6.100 hectares da safra passada subiu para 8.500 ha este ano. A área plantada de trigo cresceu de 24.780 ha para 27 mil ha este ano.
Segundo dados do Deral/Guarapuava, foram 2.400 ha a mais plantados com lavouras de aveia branca e 2.220 ha a mais de trigo. A expectativa é de que a produção oscile entre 19.500 e 21.200 t de aveia. Na safra passada, a produção ficou em 13.200. A região deve produzir entre 65.000 e 70.000 t de trigo, contra os 60.455 t do período passado. Na cevada, onde a área plantada reduziu de 22.605 ha para 22.000 ha, a produção irá variar de 66.000 a 70.000 t.
De acordo com o agrônomo Luiz Artur Bittencourt, o saldo é positivo. ‘‘A produção será maior porque as plantas apresentam bom desenvolvimento, por não termos sofrido problemas climáticos e porque a incidência de doenças e pragas foi baixa’’, explicou. Das demais culturas, resta somente a colheita de 5% do milho de baixa tecnologia. ‘‘O restante foi tudo colhido’’, acrescentou Bittencourt.
Soja e fumo A variação cambial e a alta do preço no mercado internacional têm feito a alegria dos produtores de soja. Os valores têm reagido nos últimos meses. A saca saltou de R$ 16,50 cotados em março para R$ 25,00 pagos atualmente. O preço tem variado de R$ 24,00 a R$ 25,00, chegando até R$ 27,00 a saca no lote, explica o agrônomo Luiz Artur Bittencourt. Os preços do soja têm ascendido desde março. Em abril, a saca valia R$ 16,90; chegou a R$ 17,90 em maio e, em junho, ficou em R$ 19,60.
O fumo de estufa, produzido especialmente na região de Prudentópolis, também garantirá mais ganhos. O preço subiu de R$ 1,85 o quilo, registrado na safra passada, para R$ 2,40, em média. O fumo de galpão, que é o cultivado nas vizinhanças de Guarapuava, teve uma pequena alta no valor de comercialização: de R$ 1,80 para R$ 2,00 o quilo. O excesso de chuva em janeiro e fevereiro comprometeu a qualidade do produto.

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