Safra da uva também sofreu com o clima
A safra normal da uva não escapou ilesa das alterações climáticas ocorridas nos meses de agosto, setembro e outubro. ''Essa alteração de frio e calor foi bastante prejudicial para a brotação. Além disso, choveu muito no período do florescimento, o que provocou o abortamento de boa parte da produção'', explicou a agrônoma Sílvia Capelari, da Emater de Marialva - maior produtora de uva no Paraná.
A produção, segundo Sílvia, deve ser reduzida em quase 30%. No ano passado foram colhidas 18 toneladas por hectare e este ano o número não deve passar de 12 toneladas. Ao total, Marialva conta com 1,5 mil hectares. ''Essa redução na colheita tem feito com que os preços estejam melhores para o produtor'', adiantou ela.
O preço do quilo da uva fina de mesa tem variado de R$ 1,50 a R$ 2,20, dependendo do grupo: itália, rubi, benitaka e brasil. Em 2004, no mesmo período, o preço oscilava de R$ 0,80 a R$ 1. A previsão da Emater é que este ano a produção alcance as 26 toneladas por hectare, juntando a safra normal e a temporã.
Na região de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio) - terceiro maior produtor de uva no Estado - a situação não está diferente. Devem ser colhidas em torno de 13 toneladas na safra normal, nos 220 hectares da região. No ano passado, o número chegou a 16 toneladas. (E.Z.)





