Safra aquece negócios com máquinas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de abril de 1999
Guto Rocha 
O resultado das lavouras no Paraná está aquecendo os negócios com máquinas agrícolas na 39ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina . A expectativa das revendas que estão expondo no Parque Ney Braga é de que as vendas melhorem a partir de hoje. Muitos produtores já vieram para a exposição para ver as novidades, agora começam a voltar para comprar, acredita o vendedor da Tork Agrocomercial, revendedora Valtra-Valmet, Varnislei Botelho.
No entanto, Botelho observou que os preços da soja têm recuado, refletindo as baixas na Bolsa de Chicago e a queda do dólar. Isso pode atrapalhar as compras principalmente dos pequenos e médios produtores, disse. Segundo Botelho, até ontem, a revenda tinha negociado dois tratores modelo 895 4x4, por R$ 47 mil cada. Os produtores optaram pelo financiamento oferecido pela própria indústria, com taxa de juros de 8,75% ao ano, comentou. Além dos tratores, a revenda da Valmet comercializou na exposição três plantadeiras SHM Semeato, por R$ 27 mil cada uma. A revenda também está expondo um pulverizador automotriz da Jacto que já foi vendido por R$ 69 mil.
Outra revenda que está comemorando os negócios realizados na feira, e otimista com a possibilidade de novas vendas é a Borges & Eik, representante da indústria norte-americana Case, em Ibiporã. A empresa está no mercado há seis meses e participa da exposição de Londrina pela primeira vez. A realização da exposição no mesmo período da colheita ajuda bastante nas vendas, afirmou o vendedor da Borges & Eik, Edimir Borges.
Segundo Borges, a revenda comercializou durante a feira duas colheitadeiras 2366 no valor de R$ 270 mil cada. Borges disse que a máquina tem preço fixado em US$ 180 mil e a indústria adotou um câmbio de R$ 1,50. Quando o governo promoveu as mudanças na política cambial, o mercado de máquinas ficou instável e a Case resolveu adotar esta taxa de câmbio, disse.
O vendedor disse que a indústria também comercializa a máquina na modalidade leasing. Através deste sistema, explicou Borges, o produtor dá uma entrada e tem direito de utilizar a máquina por 500 horas durante um ano. Ao final, o produtor pode devolver a colheitadeira ou renovar o contrato por até quatro anos e no final devolver ou comprá-la, disse. Borges afirmou que já tem mais um negócio engatilhado com a colheitadeira. Além deste negócio, estamos na expectativa de vender pelo menos mais quatro tratores, afirmou.
A revenda Horizon, representante da SLC/John Deere, negociou um trator modelo 6300 e um distribuidor de calcário. Apesar dos negócios, o vendedor da Horizon disse que os produtores ainda estão apreensivos na hora de fechar os negócios.
Apesar da colheita estar apresentando boa produtividade, a queda nos preços da soja deixa o produtor receoso, comentou o vendedor Vicente Utiyamada.


