Safra agrícola terá quebra de 3,36%
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quinta-feira, 26 de agosto de 2004
Das agências 
Rio de Janeiro - A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2004 deve atingir 119,479 milhões de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A sétima estimativa do IBGE, com base nos dados de julho, foi divulgada ontem e mostra um aumento de 0,57% em relação a junho, quando o instituto projetava uma safra de 118,803 milhões de toneladas para 2004. Apesar do aumento na estimativa, a previsão é de que haja uma queda de 3,36% na safra deste ano em comparação com 2003, quando foram colhidos 123,632 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.
A safra 2004 vai ser inferior à do ano passado por causa das fortes chuvas e também da estiagem que atingiram os principais pólos produtores. A avaliação é do gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, Carlos Alberto Lauria.
Segundo Lauria, ''a soja foi a grande responsável pela queda da safra neste ano, pois o produto responde por 40% do total da safra nacional. A estiagem no sul do País, principal pólo da soja, causou a perda de mais de 40% da produção.''
De acordo com o técnico, as estimativas a serem feitas até o final do ano não vão alterar muito a previsão da safra total para este ano, porque cerca de 85% da produção já foram colhidos. Apenas o trigo ainda está no campo, mas o produto responde por apenas 5% da safra total.
Quatro produtos indicaram aumento expressivo no levantamento de safra de junho para julho: feijão em grão 3 safra (+19,87%), milho em grão 2 safra (+0,57%), soja em grão (+0,35%) e trigo em grão (+0,42%). Para o feijão de 3 safra, o expressivo aumento de 19,87% refletiu a reavaliação de 129,95% no dado de produção de Minas Gerais, em razão da confirmação do plantio em várias regiões do Estado.
O crescimento de 0,57% verificado na produção do milho de 2 safra, resultou de novas avaliações na área plantada nos Estados de Minas Gerais e Paraná. Para a soja, o aumento foi de 0,35%, por conta, principalmente, de reavaliações na área colhida, já que a colheita foi concluída.
Com relação à cultura do trigo, a expansão observada decorreu das novas avaliações nos dados de Minas Gerais (+4,39%) e Paraná (+1,55%).


