Rio de Janeiro - A safra agrícola brasileira deverá crescer 13% em 2005, atingindo 134,5 milhões de toneladas, ante 119 milhões da safra anterior. A soja deverá responder, sozinha, por 47% desse total, representando também o maior aumento de safra no período (28%).
Os dados referem-se ao prognóstico de janeiro da safra divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o chefe da coordenação de agropecuária, Carlos Alberto Lauria, adiantou que os dados deverão ser revisados para baixo já no próximo mês.
Ele explicou que as previsões para o crescimento das safras de soja, milho em grão primeira safra (2,44%) e feijão primeira safra (22,8%) poderão ser revisadas para baixo por causa de problemas climáticos ou de doenças em importantes estados produtores.
Segundo Lauria, a soja corre riscos no Mato Grosso, onde há informações de focos da doença ferrugem asiática e do mal da mosca branca. Segundo ele, ainda não foi possível dimensionar o problema na região, mas é certo que haverá alguma revisão para baixo nesse produto. Ele acredita, entretanto, que dificilmente isso reverterá um crescimento da safra de soja em 2005 ante a safra anterior. O feijão e o milho estão enfrentando problemas de falta de chuva no Rio Grande do Sul.
O feijão também pode ter quebra de safra em Irecê, na Bahia, onde ''há perdas relevantes'' na produção por causa da falta de chuva. Lauria explicou que, no caso do feijão e do milho, parte das perdas já foram computadas na previsão de safra relativa a janeiro e divulgada ontem pelo IBGE, mas como não foram integralmente contabilizadas, ainda ocorrerá revisão das estimativas de crescimento para baixo.

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