Safra 99/2000 será 33% menor que safra 98/99
A previsão da safra de café para 1999 e 2000 é de 23,15 milhões de sacas beneficiadas, volume 33% menor do que o previsto na estimativa de safra de 1998 e 1999, de 34,5 milhões de sacas. O resultado foi divulgado ontem pelo ministro da Indústria, Comércio e Turismo, José Botafogo Gonçalves. Esta última previsão da safra de 1998 e 1999 teve um crescimento pequeno em relação à projeção anterior, divulgada em junho, que foi de 33,9 milhões de sacas.
A seca e poucas chuvas no Espírito Santo, Bahia e áreas de menores altitudes nos outros Estados contribuíram para a queda da safra. A redução também é consequência natural da necessidade de deixar a plantação que forneceu a última safra descansando, para ser aproveitada em uma futura colheita.
A perda de produtividade de lavouras velhas foi compensada pela entrada de novos cafeeiros, nos últimos quatro anos. A produção da safra de 1999 e 2000 vai sair de 3,54 bilhões de pés, que ocupam 1,87 milhão de hectares. A safra anterior tem 3,26 bilhões de pés de café, em 1,78 milhão de hectares.
O Estado com a maior produção continua a ser Minas Gerais, seguido de Espírito Santo e São Paulo.
O secretário de Produtos de Base do Mict, Roberto Abreu, informou que o governo deve reter, com financiamento, 3,8 milhões de sacas de café. Outras 6 milhões de sacas estão retidas sem financiamento pelas cooperativas, esperando o preço do produto melhorar, afirmou Abreu.
CMN Abreu e o deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG) defenderam a aprovação da prorrogação do pagamento de débitos dos cafeicultores de até R$ 200 milhões e da dilatação do prazo para contratação e custeio para a fase anterior à negociação do produto. Os dois temas vão ser votados hoje pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Segundo Abreu, a prorrogação é necessária por causa do atraso para a liberação de verbas para o custeio e da queda do preço do café. Sem a aprovação da medida pelo CMN, os produtores vão ser obrigados a vender a produção em um momento ruim do mercado, quando o preço da saca baixou de US$ 153 para US$ 110.
Brasileiro afirmou que a medida não vai ter impacto no Tesouro Nacional, porque o dinheiro é do Funcafé, formado por confisco de rendimentos dos produtores, e não do governo.ArquivoAno nãoO café alterna safras abundantes (ano sim) e fracas (não). A safra 99/2000 será menorGustavo Alves
Agência Estado





