Safra 97/98 produzirá 23,2 milhões de sacas
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 1997
Gitânio Fortes<br> Agência Estado 
SÃO PAULO - A Associação Brasileira dos Exportadores de Café (Abecafé) divulgou ontem sua estimativa de safra 97/98: 23,2 milhões de sacas, 3,2 milhões mais que a projeção do Ministério da Indústria e do Comércio. A diretoria da Abecafé não considera baixista a sua previsão de safra, apesar do número maior em relação ao cenário de governo e produtores. A estimativa representa quebra de cerca de 3,5 milhões de sacas em relação à safra passada.
Para o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Luiz Hafers, a estimativa da Abecafé é razoável. Indiscutivelmente a próxima safra será pequena. Oswaldo Aranha Neto, presidente da Febec, considera o número coerente. A Abecafé surgiu de uma cisão na Febec no final de 1995.
Segundo o secretário geral da Abecafé, José Sette, a necessidade do mercado brasileiro, numa perspectiva conservadora, é de 28 milhões de sacas (15 milhões para exportação, 11 milhões para torrefação e 2 milhões para a indústria do solúvel), o que resulta num déficit de 4,8 milhões.
A Abecafé defende que essa diferença seja suprida por vendas dos estoques oficiais, o que resultaria em vendas mensais de 333 mil sacas no proximo ano safra se 4 milhões de sacas forem leiloadas. A entidade considera ideal a realização de dois leilões mensais em vez da prática atual de apenas um. Atualmente o governo controla estoque de 13 milhões de sacas.
Do total estimado pela Abecafé, 18,7 milhões são de variedade arábica e 4,5 milhões de robusta. A associação obteve as estimativas de 23 de seus sócios, que respondem por 40% das vendas externas do produto.


