O IBGE, na previsão divulgada esta semana, estima uma safra de 98,367 milhões de toneladas em 2001. A última estimativa, feita em agosto, apontava para uma safra de 98,412 milhões. A pequena queda, de 0,05% de agosto para setembro, deve-se à redução de 5,53% na colheita do feijão em grão segunda safra, devido à queda de expectativa de safra para o produto no Nordeste (-15,37%).
O gerente do Levantamento Sistemático de Safra Agrícola do IBGE, Neuton Alves Rocha, disse que a safra está ''praticamente fechada'' em 98,4 milhões de toneladas.
Ele alertou, entretanto, que alguma mudança poderá ocorrer em outubro na estimativa da safra do trigo, que já havia sido reduzida de 3,370 milhões de toneladas em agosto para 3,348 milhões de toneladas em setembro. Ele explicou que poderá ocorrer uma quebra da safra do produto no Rio Grande do Sul, devido às fortes chuvas de setembro, mas isso, se confirmado, não deverá provocar mudanças significativas na estimativa.
Em termos regionais, a região Sul deverá responder por 50,34% da produção total e o Centro-Oeste, por 28,9%, seguidos pelo Sudeste (12,68%); Norte (2,13%) e Nordeste (5,95%).
Rocha disse que o IBGE já iniciou o prognóstico para a área a ser plantada em 2002. Segundo ele, a expectativa é de que a produção de soja cresça e, por outro lado, ocorra diminuição na área plantada de milho e algodão. ''É uma questão de preço, mais uma vez os produtores vão optar pelos produtos mais valorizados'', afirmou.
Ele disse que, apesar da determinação do IBGE de não apontar tendências, pessoalmente acredita que a previsão de safra de 100 milhões de toneladas em 2002 é ''bastante factível''. O gerente lembra que esse volume poderia ter sido atingido já neste ano, caso não tivesse ocorrida a quebra de safra no Nordeste. ''Vai depender apenas da chuva, temos tecnologia e produtividade para alcançar esse volume.''

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