Curitiba - O primeiro levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra de 2002/03 aponta crescimento de 2,36% na área de plantio em relação à anterior, passando de 33,011 milhões para 33,791 milhões de hectares. No mesmo prognóstico, o órgão projeta crescimento de 3,1% na área colhida. A pesquisa envolveu as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e nos Estados de Rondônia, Bahia, Maranhão e Piauí.
Dos nove produtos analisados, apenas dois apresentam variação positiva em relação a área plantada da safra de 2002: cebola (0,09%) e soja (5,70%). Os demais, variação negativa: algodão herbáceo (-0,84%), arroz em casca (-0,16%), batata-inglesa 1 safra (-4,77%), cana-de-açúcar (-0,93%), feijão em grão 1 safra (-0,16%), mandioca (-9,17%) e milho 1 safra (- 0,57%).
O aumento na área plantada com soja justifica-se pelos bons preços, maior liquidez, quebra da safra americana, mercado internacional e câmbio. Muitos produtores estão substituindo as lavouras de milho por soja. Dentre os maiores Estados produtores da oleaginosa, os que apresentam crescimentos mais significativos são Goiás (10,89%), Rio Grande do Sul (5,96%), Paraná (5,84%), Minas Gerais (8,04%) e São Paulo (3,61%). Já a redução do milho é mais expressiva no Paraná (-4,30%), Rio Grande do Sul (-6,77%) e Goiás (-1,29%).
A opção pelo plantio de soja, segundo o IBGE, também explica a redução na área a ser plantada com algodão herbáceo de 686.068 hectares em 2002 para 680.331 hectares na atual safra. Os preços da soja e de seus derivados (óleo e farelo) são mais atrativos em relação ao algodão. Entre os Estados produtores, somente a Bahia apresenta crescimento de cerca de 16% na área deste produto. O Paraná foi o Estado que registrou a maior redução na área de plantio do algodão (-18,77%).
Para o arroz, este primeiro prognóstico mostra um pequeno decréscimo da ordem de 0,16% na área plantada e a ser semeada nesta safra. Entre as grandes regiões, verifica-se um aumento de 0,30% da área destinada ao plantio na região Sul, que produz mais de 50% do volume produzido no País. No Rio Grande do Sul, principal produtor, a expansão é de 0,63%, indicando uma área plantada de 990 mil hectares.
A área plantada com feijão 1 safra (safra das águas) também ficará 16% menor, situando-a em 1,405 milhão de hectares. As quedas mais relevantes ocorreram na Bahia (-3,91%), São Paulo (-7,98%), Santa Catarina (-8,32%), Mato Grosso do Sul (-46,37%) e Distrito Federal (-7,21%). No Paraná e na Bahia, onde a produção do feijão das águas é mais expressiva, serão plantados, respectivamente, 415 mil e 389 mil hectares.

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