Sacrifício na Cachoeira começa segunda-feira
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sexta-feira, 10 de março de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O sacrifício dos 1.795 bovinos da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira (47 km ao sul de Cornélio Procópio), deverá ser iniciado na segunda-feira à tarde. A confirmação da data do abate dependia da solução de um impasse judicial, que foi solucionado no final da tarde de ontem. A Justiça Federal de Londrina determinou que a União e o Estado nomeassem oficialmente os membros da comissão de necropsia. As listas com os nomes foram juntadas ao processo pelo próprio advogado do pecuarista, Ricardo Jorge Rocha Pereira.
Os documentos foram os mesmos ofícios enviados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seab) em que constavam os nomes dos técnicos que fariam a necropsia nas outras seis fazendas consideradas focos de febre aftosa e que não impetraram ação judicial.''Com esses ofícios, o juiz (juiz federal substituto Cleber Otero Sanfelici) já autorizou o sacrifício e, agora, só falta marcar a data, a não ser que o ministério queira criar chifre em cabeça de cavalo'', disse.
A Justiça Federal determinou, nesta semana, a criação oficial de uma comissão de necropsia porque o pecuarista André Muller Carioba, proprietário da Fazenda Cachoeira, manifestou interesse na realização dos exames. Já a União - através da Advocacia Geral da União - disse não ter interesse nas necropsias. Cerca de dez animais deverão ser submetidos aos exames. Ao todo, 23 bovinos reagiram positivamente ao exame EITB, que analisa as proteínas não estruturais do vírus. Esses resultados motivaram a confirmação do foco na propriedade.
Procurado pela reportagem, o chefe do núcleo da Seab de Cornélio Procópio, Roberto Moreira, informou que havia entrado em contato pela manhã com a chefia da secretaria e que teria ficado acertado que se toda essa questão judicial fosse resolvida o sacrifício poderia começar na segunda-feira à tarde desde que, pela manhã, todos os documentos chegassem corretamente às suas mãos. ''Com esse tempo teríamos condições de preparar todos os técnicos e esperar a chegada da comissão de avaliação, que tem que passar o valor da indenização ao proprietário no dia do sacrifício, para iniciarmos os trabalhos'', comentou.
Segundo ele, a técnica será a mesma utilizada até agora: o rifle sanitário. A Fazenda Cachoeira foi confirmada foco de febre aftosa no dia 6 de dezembro e, desde então, o pecuarista trava uma verdadeira batalha judicial com o Mapa para provar que o seu rebanho não está contaminado com o vírus da aftosa.


