Sacrifício foi recomendado para recuperar status
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terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário-executivo do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), Silmar Burer, disse ontem que a decisão da entidade de recomendar o sacrifício do gado da Fazenda Cachoeira foi apenas uma opinião. ''O Conesa é um conselho consultivo. A Seab quis ouví-lo e as entidades (35, ao todo) que o compõem deram suas opiniões. O Conesa não tem função de execução de atividade. A ação de defesa agropecuária é responsabilidade da Seab'', afirmou Burer.
O secretário preferiu não fazer maiores comentários sobre os votos de algumas entidades, que na reunião da semana passada defenderam que não houve isolamento de vírus da aftosa no Paraná, mas mesmo assim foram favoráveis ao sacrifício dos animais da Fazenda Cachoeira. ''Efetivamente, não houve isolamento viral no Estado. Mas, no ponto de vista das entidades, é necessário tomar uma medida para que o Paraná recupere o status de área livre de aftosa o mais rápido possível'', disse Burer.
''Não cabe a mim interpretar os votos das entidades. Elas entenderam que o Ministério da Agricultura havia confirmado o foco de aftosa, notificado a Organização Internacional de Sa© úde Animal (OIE), e que o melhor a fazer era o sacrifício sanitário. Não quero comentar a votação, até porque o secretário-executivo do Conesa não vota. Este assunto (o sacrifício sanitário) está vencido para o conselho'', comentou o secretário.
Burer citou que o próprio presidente do Conesa, Orlando Pessuti, vice-governador e secretário da Agricultura, foi contrário ao sacrifício sanitário do gado da Fazenda Cachoeira. Pessuti se absteve na votação.


