O sacrifício sanitário dos 84 bovinos da Fazenda Flor do Café, em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina), deverá ter início às 8 horas. A exemplo dos trabalhos desenvolvidos em Maringá, os animais serão mortos pelo ''rifle sanitário'' na própria mangueira e, posteriormente, serão levados para as valas. Pouco mais de 20 pessoas deverão participar das ações. A estimativa é que até as 12 horas os trabalhos estejam concluídos.
Quatro atiradores da Polícia Militar participarão do sacrifício. Eles se revezerão durante as ações. Segundo o chefe do núcleo local da Seab, Gil Abelin, os policiais ficarão em cima do brete, a poucos metros dos animais. As armas usadas serão carabinas calibre 38. ''Embora seja chocante para as pessoas, para o animal, o rifle sanitário é menos chocante do que a morte no frigorífico, onde eles levam uma martelada na cabeça'', explica. Os custos da operação ainda não foram calculados.
A imprensa poderá fazer imagens da vala, onde os animais serão enterrados, às 14 horas. Fotógrafos e cinegrafistas ficarão a 50 metros do local e terão que usar um macacão descartável, cedido pela Seab. Todo o material usado pelos profissionais será incenerado. A Flor do Café recebeu mais de 200 animais trazidos do município de Eldorado (Mato Grosso do Sul), onde surgiram os primeiros focos da doença. Entre os animais que serão sacrificados estão touros, vacas, novilhas e bezerros da raça Nelore e cruzamentos. (F.M.)

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