O sacrifício de animais expostos à aftosa no Rio Grande do Sul poderá ficar ao redor de 9 mil cabeças se não surgirem novas manifestações da moléstia, estimou ontem o veterinário Walter Verbist, coordenador das ações de emergência. A previsão considera os 7.071 animais abatidos até ontem e o sacrifício do gado no assentamento Rondinha, onde haviam vários focos.
No assentamento há um rebanho de 2.500 exemplares. ‘‘Até agora, o indicativo é de que estas mortes eliminam o problema’’, observou. O veterinário disse que não há como calcular o custo das operações. A soma poderá ser feita quando a situação voltar à normalidade. Na zona de emergência, mais de 600 profissionais, incluindo soldados da Brigada Militar, trabalham no controle da doença.
A expectativa é concluir a operação de extermínio dos animais até o final do mês, mas a meta depende do bom tempo na região. Depois de exterminar os animais expostos à aftosa, as equipes de emergência vão desinfectar as propriedades atingidas, pulverizando químicos para destruir o vírus, explicou Verbisti.
A partir desta etapa, serão contados 30 dias do chamado ‘‘vazio sanitário’’. Passado esse período, serão introduzidos animais ‘‘sentinelas’’ para testar a eventual presença do vírus.
Verbisti referendou a proposta de um censo animal, surgida entre os técnicos da Secretaria da Agricultura, para atualizar os dados do rebanho gaúcho. A contagem serviria também para uma radiografia de todas as espécies existentes no estado e não apenas de bovinos.

mockup