Maringá - Há cerca de um mês uma empresa de Maringá, noroeste do Estado, se tornou a primeira indústria do Paraná a produzir sacos plásticos com uma nova tecnologia de decomposição. O material batizado de oxybiodegradável começa a desaparecer na natureza em seis meses e em 18 meses já foi totalmente consumido. Os sacos plásticos comuns demoram em torno 100 anos para se decompor.
A nova tecnologia é importada e já é usada por algumas empresas no Estado de São Paulo. No Paraná, a produção começou agora. Segundo o consultor responsável pelo estudo de viabilidade comercial do produto, Eloir José Meguer, as sacolas de mercado são uma das maiores poluidoras
de rios e fundos de vale.''Com essa tecnologia o material se decompõe rapidamente, não causando danos para natureza'', diz Meguer.
O segredo do novo plástico está em um aditivo importado adicionado durante o processo de fabricação da matéria-prima. Graças a essa substância, a sacola se dissolve sem estar enterrada. Apenas o contado com o oxigênio e o sol aceleram a decomposição.
De acordo com o Meguer, a fábrica também não precisou comprar novos equipamentos, as mudanças ocorreram apenas na preparação da matéria-prima.
Conforme cálculos feitos pela empresa, apenas em Maringá são distribuídos cerca de 200 mil sacolas de mercado por dia. O novo produto custa entre 10% e 15% acima da sacola convencional.
A fábrica já fechou contrato com uma grande rede de supermercados e está gerando 60 empregos diretos em Maringá. A capacidade de produção está perto de 10 milhões de sacolas por mês, algo em torno de 70 toneladas do produto.

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