Sábado, Dia do Leitor
As chamadas são interessantes: tipo biquíni, como dizia o professor Elias Murad, lá de Belo Horizonte; curtas, mas suficientes para cobrir o assunto.
No entanto, com relação aos transgênicos, me perdoe, mas sua opinião parece tendenciosa. Eu lhe pediria algumas coisas:
1) Apresente os argumentos que realmente desmintam as críticas quanto à falta de estudos sobre impacto ambiental no Brasil;
2) Apresente os argumentos que desmintam a falta de estudos quanto ao efeito no ser humano;
3) Apresente um estudo econômico (me perdoe essa questão, se você já apresentou isso) comparando realmente a diferença para o produtor, usando ou não a soja transgênica;
4) Apresente uma avaliação de mercado quanto ao fato de somente nós, no momento, termos soja sem o gene RR. Mesmo que não seja pago mais por isso, imagine a preservação de mercado ou até aumento de nosso mercado internacional;
5) Analise que a observação do pesquisador da Embrapa, ex-dirigente da CTNBio, Luis A. Barreto de Castro e que se esqueceu de que deveriam avaliar o impacto ambiental, foi contestada pela diretoria da Embrapa.
6) Com relação a seu artigo, penso que a pesquisa oficial não vai perder. O investimento científico sempre ajunta dados que são no momento, ou no futuro, úteis a todos. E se o povo brasileiro ganhar, não houve mesmo perda alguma. A ciência é feita para esse povo. Vamos sim, continuar pesquisando, avaliando os interesses brasileiros e depois o dos outros.
Petrin, eu concordo plenamente com sua liberdade de expressão. Mas discordo de suas colocações, neste assunto.
Nota : Agradecemos a colaboração. Em primeiro lugar, a postura deste jornal tem sido imparcial, dando espaço para todas as correntes de pensamento sobre o assunto. Com relação ao nosso comentário, ele expressa opinião pessoal sobre uma situação específica, não contextualizada do tema transgênico, que é a questão comercial. E tenta refletir a posição do produtor voltada para esta questão. Assim, se o Brasil quer fazer opção pelos não transgênicos então que defina claramente isto e faça logo uma prospecção de mercado. Acene com essa possibilidade. Até agora esse nicho é incipiente e não está bem explicado. Maior prova de que há muito alarido e pouco de real foi o que ocorreu com uma famosa rede de supermercados: um ano atrás, ela ganhou abundante espaço na mídia afirmando que jamais trabalharia com transgênicos. No entanto, foi a primeira a ser flagrada com esses produtos na prateleria.
Enquanto ao nosso produtor é proibido o uso da técnica, os argentinos e americanos avançam e ganham mercado. E nós ainda podemos acabar adquirindo os transgênicos deles, como é iminente no caso do milho. Entendo que alertar para as implicações comerciais e perda de competitividade - questão tão específica - não conspira contra a isenção que tanto prezamos.





