Rússia: mercado emergente para têxteis
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domingo, 26 de setembro de 2004
Edla Lula<br> Agência Brasil 
Moscou - A indústria têxtil deve faturar US$ 22 bilhões este ano, dos quais menos de 10% correspondem a exportações. Mas a Associação Brasileira de Industria Têxtil (Abit) pretende ampliar a fatia de vendas para o exterior. Por isso, nos últimos quatro anos, realiza uma média de 150 ações anuais desde participação em feiras, eventos internacionais, atração de compradores ao Brasil, para conseguir conquistar novos países.
O setor conseguiu reverter a sua balança comercial, saindo de um déficit de mais de US$ 1 bilhão em 1997 para superávit estimado em US$ 600 milhões este ano. ''O setor está mostrando a capacidade de competir no mercado internacional. O que é muito positivo não só para a geração de divisas, mas também para o consumidor brasileiro, na medida em que aquilo que se faz para o exterior pode ser encontrado também internamente em termos de qualidade'', diz o diretor da Abit, Fernando Pimentel.
De acordo com Pimentel, a Rússia aparece como uma das prioridades na campanha pela ampliação das vendas. ''Trata-se de um mercado emergente, que tem se enriquecido, e que permite ver nas ruas as principais marcas internacionais. E o Brasil tem condições de estar presente também'', analisou. A Abit está trazendo para a feira de negócios Moda Brasil-Rússia, 13 grandes empresas de confecção, tecidos, cama, mesa e banho.
O objetivo da feira não é a venda imediata, mas os contatos para futuros negócios. ''Esperamos ocupar um espaço mais focado no conceito de design brasileiro. O principal objetivo é despertar e conhecer melhor o potencial que já foi levantado e identificado como promissor para as vendas da cadeia têxtil brasileira'', explica.
A Moda Brasil-Rússia foi organizada pela Agência de Promoção das Exportações, e, nos próximos dois dias, deve levar ao Pavilhão T-Modul cerca de 1.500 potenciais compradores dos setores de têxtil, calçados, jóias e perfumaria.


