A Sociedade Rural do Paraná (SRP) está preparando uma série de ações políticas e jurídicas com o intuito de contrapor e demonstrar as inconsistências do suposto relatório divulgado pela imprensa, elaborado por uma associação de produtores de gado da Irlanda. O relatório foi apresentado na segunda-feira ao Parlamento Europeu, criticando as condições do rebanho brasileiro.
De acordo com o diretor jurídico da Rural, Ricardo Jorge Rocha Pereira, o relatório é ''leviano e unilateral'', uma vez que a associação irlandesa nem mesmo consultou as entidades de classes representativas do segmento no Brasil, como a própria Sociedade Rural do Paraná, a Associação Nacional dos Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC), entre outras.
''Os produtores do Brasil têm organização, controle, alto nível técnico e uma tradição que coloca a carne brasileira em pé de igualdade para competir mundialmente com qualquer outra, sem a necessidade da utilização de métodos mercenários, como o tentado por tal associação. A carne produzida no Brasil encontra-se entre as melhores carnes do mundo'', enfatiza Rocha Pereira.
A atuação Rural se dará tanto na esfera política quanto na jurídica, se necessário. A primeira providência será buscar o acesso ao suposto relatório para se ter conhecimento detalhado sobre seu conteúdo e então identificar os reais objetivos dos integrantes dessa associação.
Para o presidente da Rural, Alexandre Lopes Kireeff, ''essa ação política da associação de produtores irlandeses está baseada em um relatório e quaisquer prejuízos que possam ser causados à pecuária brasileira precisam estar fundamentados em bases muito sólidas. Caso essas bases se revelem frágeis, os autores da denúncia podem ser economicamente responsabilizados''.
O Brasil exportou em 2006 U$$ 2,2 bilhões de carnes para a União Européia. Aproximadamente 66% da carne consumida do Bloco Econômico é brasileira.

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