Porto Alegre - A ferrugem asiática, doença que provoca o desfolhamento precoce da soja, chegou ao Rio Grande do Sul. O primeiro foco foi detectado em Espumoso (RS), na região do Planalto Médio, grande produtora do Estado, dentro da área da Cooperativa Tritícola do município (Cotriel). ''É uma parcela pequena que foi plantada antes do período normal e já estava na fase de enchimento de grãos'', explica o agrônomo da Cotriel, Benjamin Basso Filho.
O foco foi confirmado pelo setor de fitopatologia da Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa (Fundacep). ''O local do foco indica que a doença pode ter atingido boa parte do Planalto Médio, mas acredito que a safra não será comprometida porque a doença foi descoberta cedo'', afirma o engenheiro-agrônomo da Fundacep, Carlos Renato da Rosa.
Segundo ele, depois de detectado um foco no Paraná, o mais provável era que a doença aparecesse no norte do Rio Grande do Sul, disseminada pelo vento. Como ela surgiu numa região mais distante, há o temor de que tenha causado estragos durante a trajetória até Espumoso. Para contornar o problema, a Fundacep está orientando os produtores a intensificar os monitoramentos, fazendo vistorias mais frequentes e aplicando fungicidas na fase de enchimento de grãos, prevista para começar dentro de 15 ou 20 dias.
A maior parte da soja está em desenvolvimento vegetativo ou em floração. ''O agricultor está preparado, não é uma sangria desatada. Aplicando o fungicida no tempo certo a lavoura fica imune'', diz Basso Filho. A Cotriel tem uma área de 110 mil hectares e produziu 300 mil sacas de soja na safra passada.

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