RS elimina lavoura de arroz transgênico
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quinta-feira, 22 de abril de 1999
Da Redação 
O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) destruiu ontem de manhã as 300 plantas de arroz transgênico que eram cultivadas pela Agrevo na sua estação experimental de Cachoeirinha (RS). O Irga foi a primeira instituição a receber a notificação da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (SAA) do Rio Grande do Sul por não ter comunicado ao Poder Executivo gaúcho a existência de pesquisas com produtos geneticamente modificados.
A notificação do experimento irregular só chegou ao conhecimento da Comissão Técnico Nacional de Biossegurança (CTNBio) em função do comunicado oficial expedido pela SAA. O secretário de Agricultura, José Hermeto Hoffmann e fiscais do Ministério da Agricultura acompanharam a queima das plantas. As plantas não transgênica que estavam próximas à lavoura destruída também foram queimadas. O Departamento de Produção Vegetal completará hoje as 79 interdições de lavouras de transgênicos no Rio Grande do Sul.
A CTNBio publicou, na última terça-feira, no Diário Oficial da União, a decisão inédita de destruir a área experimental por não estar em conformidade com as normas técnicas para o plantio.
A interdição das lavouras do Irga foi motivada pela inexistência de uma área de isolamento com no mínimo 50 metros de distância de outras plantações; pela falta de bordadura, isto é, uma área com pelo menos 10 metros de distância de plantações de arroz não transgênico; pela falta de rede de proteção. A lavoura também não foi conduzida de acordo com o processo de acordo com a autorização da CTNBio.


