O presidente da Milenia Agro Ciências, Oswaldo Pitol, confirmou ontem à Folha que a sede da empresa ficará em Londrina. Há seis meses, ele vinha negociando com o governo do Estado uma alternativa para facilitar o uso dos créditos de ICMS da empresa.
Na última sexta-feira, o Secretário de Estado da Fazenda, Giovani Gionédis, assinou um documento possibilitando incentivos fiscais à Milenia. ‘‘O prazo para o aproveitamento dos créditos passou de 180 dias para 60 dias’’, disse Pitol, que cogitava a mudança da sede para o Rio Grande do Sul. ‘‘O governo daquele Estado nos prometeu liberação imediata dos créditos’’.
‘‘Apesar do prazo concedido pelo Paraná ser de 60 dias, vamos conseguir usar todos os créditos’’, disse o presidente da Milenia. Nos últimos 12 meses, a empresa acumulou entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões em créditos. ‘‘Nossa média anual de créditos de ICMS varia de US$ 10 milhões a US$ 12 milhões’’, revelou. O convênio entre a empresa e o governo do Estado deve ser assinado amanhã, às 10h30, em Londrina, juntamente com o protocolo de intenção para a instalação de uma indústria de bebidas na cidade (leia nesta página). ‘‘Também estávamos pleiteando autorização para o aproveitamento dos créditos em bens como veículos. Embora as restrições de itens tenham sido mantidas, gastaremos 100% dos créditos’’, afirmou Pitol.
Segundo ele, a empresa utiliza os créditos de ICMS principalmente na compra de embalagens. ‘‘Neste tipo de compra, pagamos 40% do preço do produto em créditos. O problema é que, como a liberação demorava mais do que o previsto, não estávamos conseguindo negociar com os fornecedores. Com o prazo de 60 dias, voltaremos a fechar negócios’’, previu. A Milenia dispõe de grande quantidade de créditos de ICMS porque herbicidas, inseticidas e fungicidas são produtos isentos de impostos na venda para o consumidor. ‘‘Mas pagamos os impostos na compra das matérias-primas, recebendo a compensação só depois’’, explica.

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