RS deu mais, mas Milenia prefere PR
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terça-feira, 22 de dezembro de 1998
Cláudia Lopes 
O presidente da Milenia Agro Ciências, Oswaldo Pitol, confirmou ontem à Folha que a sede da empresa ficará em Londrina. Há seis meses, ele vinha negociando com o governo do Estado uma alternativa para facilitar o uso dos créditos de ICMS da empresa.
Na última sexta-feira, o Secretário de Estado da Fazenda, Giovani Gionédis, assinou um documento possibilitando incentivos fiscais à Milenia. O prazo para o aproveitamento dos créditos passou de 180 dias para 60 dias, disse Pitol, que cogitava a mudança da sede para o Rio Grande do Sul. O governo daquele Estado nos prometeu liberação imediata dos créditos.
Apesar do prazo concedido pelo Paraná ser de 60 dias, vamos conseguir usar todos os créditos, disse o presidente da Milenia. Nos últimos 12 meses, a empresa acumulou entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões em créditos. Nossa média anual de créditos de ICMS varia de US$ 10 milhões a US$ 12 milhões, revelou. O convênio entre a empresa e o governo do Estado deve ser assinado amanhã, às 10h30, em Londrina, juntamente com o protocolo de intenção para a instalação de uma indústria de bebidas na cidade (leia nesta página). Também estávamos pleiteando autorização para o aproveitamento dos créditos em bens como veículos. Embora as restrições de itens tenham sido mantidas, gastaremos 100% dos créditos, afirmou Pitol.
Segundo ele, a empresa utiliza os créditos de ICMS principalmente na compra de embalagens. Neste tipo de compra, pagamos 40% do preço do produto em créditos. O problema é que, como a liberação demorava mais do que o previsto, não estávamos conseguindo negociar com os fornecedores. Com o prazo de 60 dias, voltaremos a fechar negócios, previu. A Milenia dispõe de grande quantidade de créditos de ICMS porque herbicidas, inseticidas e fungicidas são produtos isentos de impostos na venda para o consumidor. Mas pagamos os impostos na compra das matérias-primas, recebendo a compensação só depois, explica.


