RRPP empresarial e a queda da bolsa - Renato R. Martins
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de setembro de 1998
Renato R. Martins 
Atualmente o empresário brasileiro está muito mais preocupado em defender-se das dificuldades econômicas do que em investir nas atividades principais de sua empresa, como métodos produtivos, qualidade dos produtos e serviços, eficiência na comunicação e principalmente a satisfação dos seus clientes. É claro que existem as exceções as chamadas ilhas de prosperidade, mas como o nome bem diz, são ilhas.
Com o aumento das crises dos paises emergentes e a abertura de mercado (que acaba definitivamente com o vergonhoso protecionismo terceiro mundista) o administrador deve mudar seu comportamento e conquistar definitivamente seu cliente, pois o concorrente já está tratando de fazê-lo. As rápidas mudanças na cultura da empresa, um comportamento empresarial mais ético, uma política de comunicação e a necessária adequação da empresa as necessidades do mercado, vai solidificar a organização e torná-la muito mais competitiva .
Só tapete vermelho não adianta.
De nada adianta tratar bem o cliente no ponto venda, se a organização como um todo não está preparada.
Para fazer uma transformação total é necessário uma mudança cultural (a não ser que sua empresa seja aquele montinho de pessoas cercada de concorrentes incompetentes pôr todos os lados) e isso implica em investimentos de recursos. Tem-se que investir tempo, investir em pessoal e acima de tudo recursos financeiros, mas o retorno é certo, líquido e duradouro.
O consumidor está cada vez mais exigente, quanto a sua satisfação e a qualidade dos produtos que adquire, e com uma moeda estável no bolso ele até sabe o preço e o valor do que está comprando, tem diversos órgãos de proteção a sua disposição e quer ser muito bem tratado (merecidamente).
As palavras de ordem do momento são: qualidade de vida, postura ética, comunicação eficiente, preços justos e atendimento, que podem ser resumidas em satisfação das necessidades do cliente. Aquela máxima americana - satisfação garantida ou seu dinheiro de volta - parece que veio para ficar, junto com esta nova ordem global econômica.
E como satisfazer o cliente, se só o tapete vermelho não adianta? O mais importante para conquistá-lo é conhecê-lo, saber quais são suas reais necessidades. Dar a ele a garantia de que está comprando produtos honestos de uma empresa idônea. É importante abrir canais de comunicação efetivos para com o consumidor, para informar-lhe das políticas e produtos disponíveis, mas também para ouvi-lo, pois só assim será possível saber o que pensa o nosso cliente.
Na nova postura global, o consumidor quer e deve ser tratado como rei, e disso depende a sobrevivência de toda a organização. E ai ele vai ser fiel a sua marca e não há crise no Kuala Lampur que vá desestruturar seu negócio.


