Roupas nacionais voltam a ter preços competitivos
Os setores têxtil e de vestuário ganham novo ânimo com a desvalorização do real frente o dólar. Os fabricantes de roupas estão entre os mais prejudicados pelo câmbio desde 2011 e viram os produtos chineses, mais baratos e de menor qualidade, invadirem o mercado brasileiro.
A presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindivest) de Curitiba, Luciana Bechara, afirma que uma cotação em R$ 2,50 já daria a chance para o setor exportar. No mercado interno, ela acredita que até o patamar atual já é o bastante para se comemorar, porque a grande diferença na qualidade compensa o preço um pouco menor. "Ganhamos competitividade com os produtos que chegam prontos, mas ainda seria melhor que reduzissem a carga tributária", explica.
Por outro lado, ela lembra que muitos insumos são importados. "Não existe empresa brasileira que produza pigmentos para tecidos", destaca. Mesmo assim, ela sugere que, para os fabricantes, a cotação próxima a R$ 3 seria o ideal. "Nosso custo principal ainda são a mão de obra e os tributos." (F.G.)





