­Light, ­diet ou ze­ro? Os ró­tu­los de re­fri­ge­ran­tes ge­ram gran­de con­fu­são en­tre os con­su­mi­do­res. Se­gun­do a nu­tri­cio­nis­ta Ilí­dia Mar­tel­li Ta­ka­has­hi, nes­te ca­so, as ­três ver­sões sig­ni­fi­cam a mes­ma coi­sa. O que di­fe­ren­cia é o ti­po de ado­çan­te uti­li­za­do. ‘‘O con­cei­to de ­light se­ria a re­du­ção de ca­lo­rias e o de ­diet o não acrés­ci­mo de açú­car, mas en­tre os re­fri­ge­ran­tes, os fa­bri­can­tes ni­ve­lam tu­do. Fi­ca real­men­te mui­to ­confuso’’, diz.
  No ca­so das op­ções ‘‘­zero’’, a di­fe­ren­ça é que, pe­lo ado­çan­te uti­li­za­do, o sa­bor fi­ca ­mais pró­xi­mo ao dos re­fri­gran­tes con­ven­cio­nais. Ilí­dia aler­ta pa­ra o con­su­mo dos re­fri­ge­ran­tes à ba­se de fru­tas, que mes­mo na ver­são die­té­ti­ca têm ca­lo­rias por cau­sa do açú­car da fru­ta.
  Quan­to aos ti­pos de ado­çan­tes exis­ten­tes no mer­ca­do, a nu­tri­cio­nis­ta afir­ma que as prin­ci­pais di­fe­ren­ças en­tre ­eles es­tão na com­bi­na­ção dos edul­co­ran­tes (ex: ci­cla­ma­to de só­dio, sa­ca­ri­na só­di­ca, sté­via) e no sa­bor. As op­ções ­mais in­di­ca­das, se­gun­do Ilí­dia, são os mul­tia­do­çan­tes.
  ‘‘Exis­tem es­tu­dos que apon­tam efei­tos no­ci­vos de al­guns com­po­nen­tes dos ado­çan­tes à saú­de. Pa­ra evi­tar que is­so ocor­ra, o ­ideal é ­usar o mul­tia­do­çan­te (que ­traz no ró­tu­lo uma as­so­cia­ção de com­po­nen­tes). As­sim, não vai ha­ver o acú­mu­lo de ape­nas uma subs­tân­cia no ­organismo’’, apon­ta.
  De for­ma ge­ral, en­tre­tan­to, é pre­ci­so ter cui­da­do com a quan­ti­da­de de pro­du­tos die­té­ti­cos in­ge­ri­da. ‘‘As pes­soas não po­dem ­sair con­su­min­do es­ses ali­men­tos o dia in­tei­ro só por­que são ­diet ou ­light. Exis­te uma quan­ti­da­de diá­ria má­xi­ma per­mi­ti­da, ba­sea­da na cons­ti­tui­ção fí­si­ca de ca­da ­pessoa’’, es­cla­re­ce Ilí­dia. (G.M.)


Supervisor encontra o que deseja comer na versão dietética
  O su­per­vi­sor co­mer­cial Jo­sé Hen­ri­que Mar­tins Del­fim, 23 ­anos, tor­nou-se dia­bé­ti­co aos 11, no fi­nal dos ­anos 1990, e so­freu com a fal­ta de op­ções de pro­du­tos die­té­ti­cos na épo­ca. ‘‘Foi ter­rí­vel. Pen­sei: ‘nun­ca ­mais vou po­der co­mer do­ce!’. Era di­fí­cil ­achar acho­co­la­ta­do ou cho­co­la­te ­diet. En­tão, mui­tas ve­zes, op­ta­va por co­mer do­ce nor­mal, sem­pre fa­zen­do o con­tro­le da ­glicemia’’, con­ta.
  Ho­je, Jo­sé Hen­ri­que diz que não vê pro­ble­mas pa­ra en­con­trar nos su­per­mer­ca­dos qual­quer coi­sa que de­se­ja co­mer. Ele faz ­seis re­fei­ções por dia e nun­ca exa­ge­ra. ‘‘Sem­pre gos­tei mui­to de do­ce e ho­je não ve­jo di­fe­ren­ça en­tre o sa­bor dos ali­men­tos die­té­ti­cos e o dos con­ven­cio­nais. O cho­co­la­te (em bar­ra) ­diet, por exem­plo, é uma de­lí­cia, pa­re­ce ser até ­mais do­ce que os ­normais’’, diz.
  O su­per­vi­sor tam­bém cos­tu­ma com­prar as ver­sões ­diet de do­ce de lei­te, pa­ço­qui­nha, bo­la­chas, acho­co­la­ta­do, io­gur­te, re­fri­ge­ran­tes, en­tre ou­tros. Ele mo­ra com a fa­mí­lia, mas tem o há­bi­to de fa­zer as ­suas com­pras se­pa­ra­das. Por con­ta do pre­ço ele­va­do dos die­té­ti­cos, aca­ba gas­tan­to um pou­co ­mais, mas com­pen­sa não exa­ge­ran­do nas quan­ti­da­des. (G.M.)


O que é diabetes?
O diabetes é uma alteração no funcionamento do organismo, que provoca altas concentrações de açúcar no sangue. O problema pode ter causas variadas e é resultante da incapacidade do corpo de produzir a insulina ou de utilizá-la corretamente. A insulina é uma substância produzida pelo pâncreas exatamente para controlar os níveis de açúcar no sangue. O diabetes é considerado um problema metabólico grave, que, sem controle adequado, pode trazer danos, a longo prazo, para diversos órgãos. Os principais sintomas da doença são sede intensa, grande quantidade de urina em cada micção, perda de peso, fraqueza e desânimo.

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