O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, voltou a admitir que a entrada em vigor da rotulagem para produtos geneticamente modificados pode vir a ser mais uma barreira entre o Brasil, os Estados Unidos e países do Mercosul, onde esse tipo de sistema não é praticado. De acordo com ele, a entrada em vigor do sistema de rotulagem também pode encarecer o plantio - que exige uma lavoura separada das demais -, dependendo do índice de transgenia que venha a ser adotado para que um produto seja considerado geneticamente modificado pelo Brasil. Para Pratini, quanto menor esse índice, mais alto será o custo.
O ministro da Agricultura disse não saber quando a portaria criando a rotulagem entrará em vigor, mas deu indícios de que a discussão ainda será demorada pelas implicações que a medida trará no âmbito do comércio internacional. Ele também defendeu o desenvolvimento de sementes modificadas que permitem ao agricultor produzir com custo menor e disputar mercado com a Argentina e os Estados Unidos.

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