Rotpar estará pronta dentro de 10 meses
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segunda-feira, 09 de junho de 1997
Carina Paccola 
Josoé de CarvalhoEm obrasO presidente da Telepar, Álvaro Dias (de capacete), ao lado do rolo de duto com fibra ótica, em ApucaranaDentro de dez meses deve estar concluída a rede de fibras óticas do anel Londrina/Maringá/Apucaraná, cuja construção teve início ontem. O presidente da Telepar, Álvaro Dias, fez o lançamento da obra. De manhã, ele esteve na rodovia Celso Garcia Cid, na divisa entre Cambé e Londrina, onde foram instalados equipamentos para uma simulação da fusão da fibra ótica do trecho Londrina/Maringá/Apucarana. Às 15h30, o presidente da Telepar deu início às obras do enlace Apucarana/Ponta Grossa. A Rotpar - como se chama a rede de fibras óticas no Paraná - começou a ser construída em Ponta Grossa na semana passada.
Em Apucarana, Álvaro Dias operou a máquina que perfura a solo e enterra o duto com os cabos de fibra ótica, que vão interligar os principais pólos econômicos do Estado. A fibra ótica vai substituir as atuais rotas interurbanas de microondas. Álvaro Dias explicou que, com a instalação de dois cabos subterrâneos com 36 fibras óticas em cada um, vai aumentar a capacidade de ligações telefônicas interurbanas que hoje é de 8 mil para 30 mil. Quando o sistema estiver completo em todo o Estado vamos chegar a um milhão de ligações simultâneas.
O trecho Londrina/Maringá/Apucarana, com 248 quilômetros de extensão, será construído pelo consórcio Pirelli/Construtel/CG. A ligação entre Apucarana e Ponta Grossa (255 km) será feita pelo consórcio Splice/Selte. Somente para a construção desses dois trechos, a Telepar está investindo R$ 48 milhões. Ainda nesta primeira fase da Rotpar serão interligados pela infovia as regiões Ponta Grossa/Cascavel (437 km); Cascavel/Maringá (300 km); Cascavel/Foz do Iguaçu (151 km); e Curitiba/Ponta Grossa (138 km).
Além de melhorar a qualidade das ligações telefônicas da rede convencional e celular, a fibra ótica vai permitir transmissão de som, imagem e textos de forma interativa e em tempo real, com maiores velocidades. Com a Rotpar, vão funcionar o vídeo por demanda, telemedicina, vídeo interativo, videoconferência, home banking, internet, home shopping e teleeducação.
Outro benefício da Rotpar será transformar as principais estradas federais do Paraná em rodovias inteligentes. Poderão ser instalados postos telefônicos à margem das rodovias, balanças de pesagem, painéis de informação sobre pontos críticos, postos de serviço, socorro médico e mecânico. Com certeza, essas informações serão úteis para reduzir o número de acidentes, diz.
O chefe do 9º Distrito Rodoviário do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), João Alberto Sautchuk, explicou que foi firmado em maio contrato entre o DNER e Telepar em que o Departamento permite o uso das estradas federais para a implantação dos cabos com fibra ótica. Segundo Sautchuk, a fibra é enterrada a uma distância de 38 metros do eixo da rodovia. A aproximação só é maior quando há necessidade de desvio de algum rio. A canalização que recebe o duto com fibra ótica fica a 50 cm de profundidade.
Álvaro Dias disse que a Telepar vai investir R$ 3,1 bilhões em três anos. Só a Rotpar vai receber investimentos de R$ 500 milhões. O restante são recursos em telefonia convencional e celular. Só este ano a Telepar vai injetar na economia do Paraná mais de R$ 900 milhões. São investimentos que vão gerar empregos e impostos para o Estado. Ele ressaltou ainda que com esse sistema de telecomunicação as empresas paranaenses terão condições de competir com mais eficiência.
A telefonia celular será estendida para as regiões que ainda estão sem esse sistema. Para este ano estão programados 288 mil novos terminais celular, que estarão completamente instalados até o fim de 1988, segundo Álvaro Dias. Ele informou ainda que na telefonia convencional até o fim do próximo ano haverá 255 mil novos terminais. Vamos atender 80% da demanda .
O presidente da Telepar disse também que será discutida a formação de parceria com a Sercomtel, de Londrina, para implantar telefonia em alguns municípios. Precisamos, para isso, superar algumas dificuldades jurídicas.
Participaram da cerimônia de início da Rotpar na região os prefeitos de Londrina, Antonio Belinati; de Cambé, José do Carmo Garcia; de Apucarana, Carlos Roberto Scarpelini; e de várias cidades da região; os deputados federais Luiz Carlos Hauly, José Janene e Renato Johnsson; vereadores de Londrina e da região; representantes de entidades empresariais da Cidade e região.


