Curitiba - As demissões são um drama para o trabalhador e têm gerado um custo alto para os cofres públicos. A opinião é do ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, que participou ontem do evento dos bancários em Curitiba. Segundo ele, esse ano o seguro-desemprego já teve um desembolso de mais de R$ 28 bilhões e tem como grande vilã a rotatividade. A estimativa do governo federal de custos com o seguro-desemprego para 2013 é de R$ 30 bilhões.
''Esse dado da rotatividade é preocupante. Estamos buscando soluções de regulamentação que façam com que a rotatividade não possa mais ser utilizada como instrumento contábil para diminuir o custo das folhas de pagamento das empresas, principalmente do setor financeiro'', disse.
Segundo ele, no Congresso Nacional existem matérias sobre o assunto que estão em tramitação. Uma delas é a regulamentação do artigo 239 da Constituição Federal que prevê que as empresas que tiverem rotatividade acima da média de seus setores podem ter que pagar alíquotas diferenciadas do PIS.
Outra matéria em tramitação é a regulamentação da convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que deverá regular os processos de demissões imotivadas. ''Não que impeça as demissões, mas cria dificuldades para que a empresa utilize isso como um instrumento contábil'', destacou.
''As empresas precisam buscar a competitividade sem retirar direitos dos trabalhadores'', disse Brizola Neto. Para ele, outro caminho para melhorar a situação do emprego no País é a educação e a qualificação, além de expandir o investimento das indústrias.
Ele comentou ainda que o governo espera que os setores beneficiados com a desoneração do IPI como o automotivo e linha branca se desenvolvam, não demitam e gerem mais empregos. Apesar do compromisso destes segmentos de não demitirem, já ocorreram cortes de funcionários nos últimos meses inclusive em empresas sediadas no Paraná. ''O caminho para não ter demissões é fazer a economia crescer'', disse. (A.B.)

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