Rompimento de fibra ótica isola Porto de Antonina
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terça-feira, 20 de maio de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba Um rompimento de cabo de fibra ótica, ocorrido ontem no início da tarde, isolou o Porto de Antonina, no litoral do Estado. O rompimento foi provocado por um caminhão com carga alta quando trafegava na rodovia Alexandra-Matinhos. Com isso, todo o sistema interurbano das cidades de Morretes e Antonina ficou interrompido durante o período da tarde. A comunicação só foi restabelecida no início da noite.
O acidente ocorreu às vésperas da inauguração de um amplo complexo de câmaras frigoríficas no terminal da Ponta do Félix, em Antonina, que vai acontecer na próxima sexta-feira. O isolamento da área portuária de Antonina tornou difícil a adoção de providências de última hora para a inauguração da câmara frigorífica, que dependem basicamente de contato telefônico para outras regiões. As ligações locais não foram interrompidas.
A segunda câmara frigorífica no terminal da Ponta do Félix, no Porto de Antonina, a ser inaugurada, terá capacidade para armazenar 10 mil toneladas de carnes e outras cargas congeladas. Essa estrutura está consumindo R$ 12 milhões em investimentos do consórcio de fundos de pensão que controla a Ponta do Félix, liderado pelo Fundo Previ, do Banco do Brasil.
Inicialmente, será utilizada uma capacidade de 7 mil toneladas e na sequência, mais 3 mil toneladas serão incorporadas ao complexo. Já funciona no local uma câmara frigorífica com capacidade para armazenar 6 mil toneladas, inaugurada há três anos. Com as duas câmaras operando a plena capacidade, poderão ser armazenadas na Ponta do Félix até 16 mil toneladas de carga frigorificada. A previsão é que o terminal de Antonina seja um grande concorrente para os portos de Itajaí e São Francisco, em Santa Catarina, por onde é escoada a maior parte de carga frigorificada da Região Sul.
A expansão das câmaras frigoríficas está ocorrendo em função do aumento da demanda por parte das grandes indústrias de carnes localizadas no Paraná e na Região Sul, que estão aumentando os volumes de exportação. A Rússia está voltando a comprar carne suína e os países árabes também estão elevando as compras de carnes no Brasil.


