Brasília - As contas externas do Brasil com o resto do mundo registraram rombo de US$ 465 milhões em setembro, o menor déficit para o mês desde 2007. No acumulado de janeiro a setembro, as transações correntes, que reúnem os fluxos de dólares entre o Brasil e os outros países, registraram um rombo de US$ 13,58 bilhões, bem menos que os US$ 49,214 bilhões do mesmo período do ano passado.
Boa parte da melhora nas contas externas, de acordo com o BC, pode ser atribuída à balança comercial. Com o dólar em patamares ainda atrativos aos exportadores e com a crise econômica, que tem freado as importações, a balança brasileira está positiva em US$ 34,20 bilhões este ano, até setembro. Apenas no mês passado a entrada de recursos no País pela via comercial somou US$ 3,6 bilhões.
"Os dados mostraram redução gradual do déficit em transações correntes ao longo deste ano", destacou o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, durante a apresentação dos números. Segundo ele, dos cerca de US$ 35 bilhões de queda do déficit de 2015 para 2016, considerando o acumulado de janeiro a setembro, US$ 25 bilhões vieram dos resultados da balança comercial.
A crise econômica - que diminui as compras de produtos vindos de fora e, por consequência, a saída de dólares do Brasil - também faz com que multinacionais instaladas no País remetam menos lucros para as matrizes no exterior. "No ano passado, já havia remessas menores. E observamos ao longo de 2016 retração da atividade econômica. Isso significa rentabilidade menor para as empresas e, portando, lucro e remessas ao exterior menores", disse Maciel.

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